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Por Hugh Bronstein
BOGOTÁ (Reuters) - A Colômbia levou na quarta-feira ao Conselho de Segurança da ONU uma queixa contra supostas ameaças de guerra feitas pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que orientou seu Exército a se preparar para um conflito armado.
Chávez há meses diz que seu país está ameaçado pelo novo acordo militar entre Colômbia e EUA, que permite a presença de soldados norte-americanos em sete bases do país vizinho. Bogotá e Washington alegam que o objetivo do acordo é apenas combater o narcotráfico e guerrilhas de esquerda dentro da Colômbia.
A ordem de Chávez aos militares foi dada no programa dominical de rádio e TV do presidente. Bogotá respondeu com uma carta ao Conselho de Segurança da ONU "sobre as ameaças da Venezuela de usar a força contra a Colômbia", segundo nota da chancelaria local, que esclarece que o texto deve ser distribuído a todos os membros do Conselho.
"Entregamos uma carta explicando em detalhe as preocupações da Colômbia a respeito de comentários do presidente Chávez e outras questões delicadas", disse o chanceler Jaime Bermudez à Reuters durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, em Cingapura. "Sempre dissemos que a porta está aberta ao diálogo (...), ainda não tivemos qualquer contato."
As relações diplomáticas entre os dois países estão congeladas, e recentemente a Colômbia acusou a Venezuela de não ajudar no combate a guerrilheiros infiltrados no seu território.
Desde a conclamação de domingo aos militares, Chávez abrandou sua retórica, alegando que a imprensa manipulou suas palavras. "Os militares da Venezuela são pacifistas", disse ele, acrescentando que todas as nações usam seus Exércitos para se defender contra invasões.
O atrito não deve levar a um conflito armado na longa fronteira entre os dois países, mas a crise já levou a uma forte redução do comércio bilateral, que movimentou mais de 7 bilhões de dólares no ano passado.
Tanto Chávez quanto o presidente colombiano, Alvaro Uribe, tendem a se beneficiar com a troca de acusações diante da opinião pública de seus respectivos países.
Uribe é o maior aliado dos EUA na América do Sul, e tem como vizinhos dois dos governos mais críticos a Washington --o de Chávez e o do equatoriano Rafael Correa.
(Reportagem adicional de Patrick Markey em Cingapura)

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Reuters