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BOGOTÁ (Reuters) - A Colômbia pediu ajuda à Espanha nesta sexta-feira para investigar e vigiar a situação na fronteira com a Venezuela, incluindo o caso de detenção e assassinato de vários venezuelanos, enquanto se deterioram as relações diplomáticas entre Bogotá e Caracas.
A crise entre os dois países se intensificou depois que a Venezuela acusou o governo do presidente Álvaro Uribe de espionagem e que Bogotá questionou Caracas pelo sequestro e assassinato de nove colombianos em território venezuelano por um grupo armado.
"O ministro das Relações Exteriores, Jaime Bermúdez Merizalde, conversou nesta manhã com seu homólogo espanhol, Miguel Ángel Moratinos, para estudar essa possibilidade", disse um breve comunicado da chancelaria colombiana.
A crise ganhou força com a oposição do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o mais forte crítico dos Estados Unidos na América Latina, a um acordo que Uribe assinou com Washington para dar acesso a militares norte-americanos a sete bases na Colômbia por 10 anos. O objetivo é realizar operações contra o narcotráfico e o terrorismo, segundo o governo colombiano.
O mandatário venezuelano afirma que a partir das bases militares na Colômbia, os Estados Unidos querem ter a plataforma para invadir seu território e paralisar a revolução bolivariana que lidera a favor dos mais pobres. Mas a Colômbia garante que o tratado não autoriza os EUA a lançarem operações ofensivas contra outros países.
Centenas de colombianos sem documentos foram detidos na quinta-feira por autoridades venezuelanas enquanto tentavam entrar no país.
O governo venezuelano ordenou o deslocamento de 15 mil efetivos da Guarda Nacional em vários estados fronteiriços com Colômbia e Brasil para combater grupos armados ilegais, o narcotráfico e a mineração ilegal.
A Colômbia não revelou detalhes dos mecanismos de investigação e monitoramento que a Espanha poderá realizar na fronteira de 2.219 quilômetros, onde foi detectada a presença de guerrilheiros esquerdistas, paramilitares de ultradireita, narcotraficantes e contrabandistas.
(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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Reuters