Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixa coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington 23/10/2017 REUTERS/Joshua Roberts

(reuters_tickers)

Por Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - Atormentado por problemas em casa, Donald Trump embarca nesta sexta-feira para a viagem mais longa de um presidente dos Estados Unidos à Ásia em mais de um quarto de século em busca de ajuda para pressionar a Coreia do Norte a recuar na atual crise nuclear.

A turnê de Trump por Japão, Coreia do Sul, China, Vietnã e Filipinas desta sexta-feira até o dia 14 de novembro o afastará de Washington, onde está sendo assolado por vários desafios.

Entre eles está uma investigação federal cada vez mais abrangente sobre a suposta interferência da Rússia na eleição do ano passado, a recuperação de Nova York de um ataque que deixou oito mortos e o debate de um plano de cortes de impostos que, se aprovado pelo Congresso, será sua primeira grande vitória legislativa.

A última vez em que um presidente norte-americano esteve na Ásia por tanto tempo foi no final de 1991 e começo de 1992, quando George H.W. Bush adoeceu durante um jantar oficial no Japão.

A ausência prolongada de Trump alarmou alguns aliados que, depois de verem uma tentativa de reforma do sistema de saúde fracassar, temem que a reforma tributária sofra por ele não estar por perto para manter o ímpeto.

"É uma viagem longa demais e só prejudicará mais sua prioridade mais importante, que é aprovar sua agenda legislativa no Congresso", disse um conselheiro externo de Trump, que falou sob condição de anonimato. "Ir à Ásia não serve em nada para levar adiante sua agenda de corte de impostos ou ajudá-lo em seus esforços de reeleição".

Funcionários da Casa Branca minimizaram os temores, insistindo que Trump consegue manter o foco em uma variedade de temas onde quer que esteja.

A viagem acontece poucos dias depois de Paul Manafort, um ex-gerente de campanha de Trump, ser indiciado na investigação da Rússia.

Enquanto tuitava vigorosamente sobre os desdobramentos desta semana, Trump disse ao jornal New York Times na quarta-feira que "não está bravo com ninguém" em função do caso e que nada insinua qualquer conluio entre sua campanha e Moscou.

Na manhã desta sexta-feira Trump voará para o Havaí, onde para brevemente para receber um informe sobre as forças militares dos EUA no Pacífico e fazer uma visita a Pearl Harbor.

Depois ele visitará o Japão e a Coreia do Sul em busca de uma frente unida contra a Coreia do Norte antes de ir a Pequim, onde pressionará seu colega chinês, Xi Jinping, a endurecer com Pyongyang.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

Reuters