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Por Colin Packham e Tom Westbrook

SYDNEY (Reuters) - Os australianos votaram majoritariamente a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, abrindo caminho para a aprovação de uma lei até o final de 2017 e desencadeando comemorações da comunidade gay nesta quarta-feira, com pessoas usando vestidos de casamento e ternos com lantejoulas e declarando "nosso amor é verdadeiro".

A Austrália se tornará a 26a nação a formalizar este tipo de união se a legislação for aprovada no Parlamento, o que se espera apesar de algumas manifestações contrárias da ala conservadora do governo.

Milhares de pessoas reunidas em um parque de Sydney se abraçaram e choraram quando o estatístico-chefe do país revelou ao vivo em um telão que 61,6 por cento dos eleitores consultados aprovaram a igualdade de matrimônio e que 38,4 por cento se opuseram à medida.

Ian Thorpe, nadador olímpico australiano que se assumiu gay três anos atrás, disse que o resultado foi um grande alívio.

"Significa que o que você sente por outra pessoa, quem quer que ela seja, é igual", disse Thorpe aos repórteres durante as comemorações em Sydney.

A votação voluntária não tem aplicação obrigatória, mas o primeiro-ministro Malcolm Turnbull disse imediatamente que cumprirá a promessa de apresentar um projeto de lei ao Parlamento com o objetivo de aprovar a lei até o Natal.

Turnbull minimizou o temor de uma divisão em seu governo de coalizão em reação à iniciativa devido ao fato de a facção conservadora estar pressionando por emendas para proteger liberdades religiosas que discriminam casais homossexuais.

"É inequívoco, é esmagador. Eles falaram aos milhões e votaram majoritariamente no sim pela igualdade de matrimônio", afirmou Turnbull aos repórteres em Canberra após o anúncio dos resultados.

"Eles votaram sim pela justiça, sim pelo comprometimento, sim pelo amor".

Um projeto de lei de igualdade matrimonial foi apresentado ao Parlamento no final desta quarta-feira pelo horário local.

O resultado simboliza um divisor de águas para os direitos gays na Austrália, onde o envolvimento em atividades homossexuais era ilegal em alguns Estados até 1997.

Quase 80 por cento dos eleitores registrados participaram da sondagem – um comparecimento maior do que o Brexit, como é conhecido o processo de separação do Reino Unido da União Europeia, e do que o do referendo sobre casamento homossexual da Irlanda.

"Gostei de ver, Austrália", tuitou a apresentadora norte-americana  Ellen DeGeneres, que é casada com a atriz australiana Portia de Rossi nos Estados Unidos.

         (Reportagem adicional de Melanie Burton)

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