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KINSHASA (Reuters) - As autoridades da República Democrática do Congo prenderam duas pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato de dois funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU) no país, mas um dos prisioneiros escapou, disse um procurador nesta sexta-feira.

O anúncio foi o primeiro sinal de progresso em um inquérito sobre as mortes do norte-americano Michael Sharp e da sueca Zaida Catalan, investigadores que monitoravam sanções do Conselho de Segurança da ONU contra indivíduos e grupos armados do Congo.

Seus corpos foram encontrados em uma cova rasa no dia 27 de março, duas semanas depois de desaparecerem em Kasai-Central, província remota e pouco povoada.

Seu intérprete congolês e três motociclistas congoleses que os acompanhavam ainda não foram encontrados, de acordo com a ONU.

O general Joseph Ponde, principal procurador do exército, não informou quando os dois suspeitos foram presos, mas disse que o um havia sido transferido entre instalações em 4 de abril. Ele se referiu ao suspeito sob custódia, Daniel Mbayi Kabasele, como "insurgente", sem dar maiores detalhes ou indicar um motivo.

Quatro policiais responsáveis pela guarda dos suspeitos foram presos após a fuga, disse ele aos jornalistas.

A missão da ONU no Congo não comentou de imediato.

(Por Amedee Mwarabu Kiboko)

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