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Homem caminha em área de cerrado na Barra do Ouro, no Tocantins 17/2/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino

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Por Gregory Scruggs

SAN FRANCISCO (Thomson Reuters Foundation) - De Estados norte-americanos à gigante varejista Walmart, governos e negócios prometeram proteger terras naturais que ajudam a frear o aquecimento global em uma cúpula climática internacional nesta semana.

Ecossistemas importantes, como o cerrado brasileiro e a floresta tropical de Bornéu, na Malásia, também receberam um incentivo graças a doadores que destinaram novas somas para sua conservação.

    O abate de árvores para lavouras ou para o uso da madeira e outras apropriações de terra para a produção de alimentos e a silvicultura contribuem com cerca de um quarto das emissões causadoras da mudança climática global a cada ano.

    Mas os esforços de preservação de turfas, florestas, mangues e outras formas de vegetação só recebem 3 por cento do financiamento climático global, de acordo com a entidade conservacionista WWF.

    "O solo emergiu como um tópico prioritário", disse o chefe climático da WWF, Manuel Pulgar-Vidal, ex-ministro do Meio Ambiente peruano, à Thomson Reuters Foundation nos bastidores da reunião.

Na Cúpula Global de Ação Climática, que termina nesta sexta-feira, 17 Estados norte-americanos se comprometeram a medir a capacidade de armazenagem de carbono de suas florestas e incorporar a conservação do solo a seus planos de redução dos gases de efeito estufa até 2020.

    Estados como o Havaí já começaram a restaurar suas florestas nativas em antigas terras de cultivo para capturar mais carbono, como a Floresta Pu'u Mali de 2.225 hectares.

    "Temos mais terras agrícolas do que precisamos para produzir mais da comida que queremos comer", disse o governador havaiano, David Ige, por telefone de Honolulu.

    Outros Estados veem a conservação de terras naturais como algo essencial, mas alertaram para a falta de incentivos financeiros para desestimular os proprietários de terras a vendê-las para empreendedores imobiliários.

    "A maior ameaça ao meio ambiente do Estado de Washington é a conversão de florestas e terras em uso", disse a comissária de Terras Públicas de Washington, Hilary Franz, em uma entrevista.     

    Globalmente, 7,6 milhões de hectares de florestas são convertidos para a agricultura, animais de criação ou infraestrutura humana anualmente, disse a WWF.

    Hilary também ressaltou a ameaça de incêndios florestais, que alguns cientistas acreditam estarem se tornando mais frequentes e intensos devido à mudança climática.

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Reuters