Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Imigrantes durante operação de resgate no Mar Mediterrâneo. 20/10/2016. Yara Nardi/Cruz Vermelha italiana/Divulgação via Reuters

(reuters_tickers)

Por Sebastien Malo

NOVA YORK (Thomson Reuters Foundation) - Pessoas entrevistadas em cinco continentes acreditam equivocadamente que países ocidentais ricos estão acolhendo a maioria dos refugiados no momento em que o mundo lida com a pior crise imigratória em décadas, mostrou uma pesquisa divulgada na quinta-feira.

Diante da maior quantidade de pessoas em fuga desde a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos entrevistados pensa que Estados Unidos, França e Alemanha aceitaram o maior número de refugiados ao longo da última década, revelou a sondagem da Iniciativa Humanitária Aurora (AHI, na sigla em inglês).

Mas Paquistão, Irã e Turquia acolheram mais refugiados e postulantes a asilo neste período --cerca de 10 milhões de pessoas, de acordo com dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) citados como parte do levantamento.

EUA e Alemanha receberam cerca de 3,5 milhões de pessoas, segundo a AHI. O estudo não citou nenhuma cifra para a França porque esta não ficou entre as 15 nações que mais acolheram refugiados e postulantes a asilo na última década.

A pesquisa com cerca de 6.500 adultos de 12 países foi feita em fevereiro e março. Mais de 65 milhões de pessoas foram expulsas de seus lares pela guerra e pela pobreza no Oriente Médio, na África e em outros locais, de acordo com o Acnur.

Salpi Ghazarian, cientista social da Universidade do Sul da Califórnia associada à AHI, disse que a percepção equivocada de que nações ricas lideram o grupo de acolhimento a refugiados indica existir uma crença de que estas deveriam fazer mais.

"A suposição natural seria de que países com mais capacidade seriam aqueles dando um passo adiante e fazendo algo", disse ela à Thomson Reuters Foundation em uma entrevista por telefone.

Como sinal de um "atoleiro humanitário mundial", a instituição de caridade sediada em Erevan, na Armênia, também informou que sua sondagem revelou que só um terço dos entrevistados se mostrou disposto a receber mais refugiados.

Os entrevistados moram na França, Alemanha, Reino Unido, EUA, Argentina, Armênia, Irã, Japão, Quênia, Líbano, Rússia e Turquia.

No início deste ano, o presidente norte-americano, Donald Trump, assinou um decreto estabelecendo um teto de 50 mil pessoas para o número total de refugiados com direito a ingressar em seu país.

Por sua parte, os europeus expressaram ressentimento com a leva de refugiados em seus países, inclusive na Alemanha, que recebeu mais refugiados do que qualquer outro país da Europa.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.










Reuters