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Líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, durante parada militar em Pyongyang. 15/04/2017 REUTERS/Damir Sagolj

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SEUL (Reuters) - A Coreia do Norte exigiu nesta sexta-feira a extradição do chefe de inteligência da Coreia do Sul, o acusando de estar por trás de uma conspiração para assassinar o líder norte-coreano, Kim Jong Un, com uma arma bioquímica.

A KCNA, agência de notícias estatal norte-coreana, acusou na última semana a CIA e o Serviço Nacional de Inteligência (NIS) sul-coreano de organizar um plano para assassinar sua "liderança suprema" com uma arma bioquímica.

A acusação veio após semanas de tensão sobre o desenvolvimento de mísseis e armas nucleares pela Coreia do Norte e temores de que o país vai conduzir um sexto teste nuclear ou de lançamento de míssil balístico, desafiando resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

A Coreia do Norte exigiu na quinta-feira a entrega de "suspeitos terroristas" envolvidos na conspiração mas não identificou nenhuma pessoa.

Nesta sexta-feira, a Promotoria-Central disse em comunicado divulgado pela agência de notícias estatal, KCNA, que os responsáveis incluíam o chefe do serviço de inteligência da Coreia do Sul, Lee Byung-ho, duas autoridades sul-coreanas e um homem chinês.

"Nós exigimos que as autoridades relevantes detectem, prendam e entreguem imediatamente para a Coreia do Norte os responsáveis pelo hediondo crime apoiado pelo Estado, cúmplices e seus seguidores", disse a Promotoria.

(Reportagem de Ju-min Park; reportagem adicional de Michelle Nichols na ONU)

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