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Ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong-ho, conversa com jornalistas em Nova York 25/09/2017 REUTERS/Shannon Stapleton

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Por Michelle Nichols e Ben Blanchard

NOVA YORK/SEUL (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte disse nesta segunda-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou guerra a seu país e que Pyongyang se reserva o direito de adotar contramedidas, incluindo abater bombardeiros dos EUA mesmo se não estiverem em seu espaço aéreo.

Ri Yong Ho disse que um tuíte de Trump publicado no sábado, no qual o presidente alertou que o chanceler e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, "não estarão por perto muito mais tempo" se cumprirem suas ameaças, equivale a uma declaração de guerra.

"O mundo todo deveria lembrar claramente que foram os EUA que declararam guerra primeiro ao nosso país", disse Ri a repórteres em Nova York.

"Como os Estados Unidos declararam guerra ao nosso país, teremos todo o direito de adotar contramedidas, incluindo o direito de abater bombardeiros estratégicos dos Estados Unidos mesmo se não estiverem dentro da fronteira do espaço aéreo do nosso país", afirmou Ri.

"A questão de quem não estará por perto muito mais tempo será respondida então".

A Casa Branca classificou de "absurda" a afirmação de Ri de que os EUA declararam guerra à Coreia do Norte.

"Nós não declaramos guerra à Coreia do Norte. Francamente, a sugestão disso é absurda", disse a porta-voz da Casa Branca Sarah Sanders a repórteres.

No sábado, bombardeiros B-1B Lancer da Força Aérea norte-americana escoltados por caças voaram no espaço aéreo internacional sobre águas ao leste da Coreia do Norte, uma demonstração de força que se seguiu a uma troca de farpas entre Trump e Kim a respeito dos programas nuclear e de mísseis norte-coreanos.

A Coreia do Norte, que permanece tecnicamente em guerra com os EUA porque a Guerra da Coreia de 1950-53 terminou em uma trégua, não um tratado de paz, vem trabalhando para desenvolver mísseis equipados com ogivas nucleares e capazes de atingir o território continental norte-americano, e realizou seu sexto e maior teste nuclear neste mês.

Pyongyang acusa os EUA, que têm 28.500 soldados na Coreia do Sul, de planejarem uma invasão e ameaça destruir o rival ocidental e seus aliados asiáticos com frequência.

Mas a escalada retórica recente das duas partes vem alimentando tensões e provocando temores de um erro de cálculo de qualquer um dos lados que poderia ter repercussões gigantescas.

O Pentágono disse que o voo dos bombardeiros indicou o alcance das opções militares disponíveis a Trump, mas autoridades dos EUA vêm enfatizando reiteradamente que, apesar da guerra de palavras, o governo prefere uma solução negociada para a crise.

O porta-voz do Pentágono, coronel Robert Manning, respondeu ao alerta de Ri sobre a derrubada de bombardeiros de seu país dizendo que o Pentágono apresentará opções para o presidente lidar com a Coreia do Norte caso suas provocações continuem.

(Reportagem adicional de David Brunnstrom, Idrees Ali e Doina Chiacu em Washington, Zhu Zhang em Pequim, Elizabeth Piper em Londres e Kiyoshi Takenaka em Tóquio)

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Reuters