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WASHINGTON (Reuters) - Imagens de satélites do principal local de testes nucleares da Coreia do Norte tiradas durante o fim de semana indicam que Pyongyang pode estar nos estágios finais de preparação para um sexto teste nuclear, relatou nesta terça-feira um instituto de pesquisa norte-americano.

O 38 North, sediado em Washington e que monitora a Coreia do Norte, informou que imagens de sábado mostraram contínua presença de veículos e trailers no campo de testes de Punggye-ri e sinais de que cabos de comunicações podem ter sido colocados em um túnel de testes.

Água também estava sendo bombeada e drenada para baixo “provavelmente para manter o túnel seco para monitoramento ou equipamentos de comunicações”, informou.

“A combinação destes fatores sugere fortemente que preparações de testes estão bem encaminhadas, incluindo a instalação de instrumentações. As imagens, no entanto, não dão quaisquer evidências definitivas de um dispositivo nuclear ou momento de um teste”, disse o instituto.

Uma falta de atividades em outros lugares na área “pode significar que preparações de testes estão em seus estágios finais”, segundo o relatório, embora tenha acrescentado: “Como a Coreia do Norte sabe que o mundo está observando e é capaz de enganar, precauções devem ser tomadas antes de declarar que um teste nuclear é iminente”.

O instituto relatou durante o fim de semana que os veículos e trailers na área podem ter sido usados para instalar um dispositivo nuclear para um teste subterrâneo.

Outro relatório do 38 North informou que imagens recentes de satélites do centro de pesquisa nuclear da Coreia do Norte em Yongbyon mostraram movimentos de trens e veículos que podem indicar um plano de retomada de reprocessamento de barras de combustíveis irradiadas para produção de plutônio para combustível da bomba.

A Coreia do Norte realizou cinco testes nucleares e uma série de lançamentos de mísseis, em desafio às sanções da Organização das Nações Unidas, e especialistas e autoridades governamentais acreditam que o país esteja trabalhando no desenvolvimento de mísseis de pontas nucleares que podem alcançar os Estados Unidos.

    (Reportagem de David Brunnstrom)

Reuters