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Homem que supostamente seria Kim Jong Nam, meio irmão do líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, durante embarque em aeroporto no Japão. 04/05/2001 REUTERS/Eriko Sugita/File Photo

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Por Ju-min Park e Joseph Sipalan

SEUL/KUALA LUMPUR (Reuters) - A agência de espionagem da Coreia do Sul suspeita que duas agentes da Coreia do Norte assassinaram o meio irmão do líder norte-coreano, Kim Jong Un, na Malásia, disseram parlamentares em Seul nesta quarta-feira, enquanto as autoridades médicas malaias investigam a causa da morte.

Fontes do governo dos Estados Unidos também disseram à Reuters que acreditam que assassinas norte-coreanas mataram Kim Jong Nam, que havia se afastado de Jong Un. A polícia da Malásia disse que ele foi atacado na segunda-feira no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur e que morreu a caminho do hospital.

A inteligência sul-coreana crê que Kim Jong Nam foi envenenado, relataram parlamentares depois de serem informados pela agência de espionagem.

Segundo eles, a agência disse que o jovem e imprevisível líder norte-coreano emitiu uma "ordem permanente" para o assassinato de seu meio irmão e que houve uma tentativa fracassada em 2012.

Jong Nam estava no terminal de baixo custo do aeroporto para pegar um voo para Macau quando alguém agarrou ou segurou seu rosto por trás, depois do que ele se sentiu tonto e pediu ajuda, relatou o agente de polícia malaio Fadzil Ahmat à Reuters.

De acordo com a agência de espionagem sul-coreana, Kim Jong Nam estava morando, com proteção de Pequim, com sua segunda esposa no território chinês de Macau, disseram os parlamentares. Um deles disse que Jong Nam também tinha uma esposa e um filho na capital da China.

Corpulento e sociável, Jong Nam era o filho mais velho do falecido líder Kim Jong Il e havia se manifestado publicamente contra o comando dinástico de sua família sobre a Coreia do Norte.

"Se for confirmado que o assassinato de Kim Jong Nam foi cometido pelo regime norte-coreano, isso retrataria claramente a brutalidade e a desumanidade do regime de Kim Jong Un", afirmou o primeiro-ministro sul-coreano, Hwang Kyo-ahn, que também ocupa a Presidência, durante uma reunião de segurança.

A reunião foi cancelada em reação à morte de Jong Nam, cuja notícia veio a público no final da terça-feira.

A Coreia do Sul é extremamente sensível a qualquer sinal de instabilidade em Pyongyang e ainda se encontra tecnicamente em estado de guerra com o país vizinho, que tem armas nucleares. A Coreia do Norte realizou seu teste mais recente de míssil balístico no domingo.

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Reuters