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Por Peroshni Govender
JOHANESBURGO (Reuters) - A redução das doações para o combate ao HIV/Aids poderá ter consequências catastróficas para milhões de pessoas que precisam de tratamento e ainda reverter o progresso alcançado no combate à doença, destacou nesta quinta-feira a entidade francesa Médicos Sem Fronteiras (MSF).
A estimativa é que 33 milhões de pessoas em todo o mundo sejam soropositivas para o HIV, na maioria em países em desenvolvimento, que dependem de ajuda externa para reduzir infecções e tratar os portadores da doença.
Países pobres obtiveram progresso na contenção da disseminação do vírus ao porem em prática planos ambiciosos com base em ajuda financeira do Ocidente. No entanto, o MSF assinalou em um relatório que a crise econômica mundial agora ameaça reverter esses ganhos.
"Cortes recentes na ajuda significam que os médicos e enfermeiras estão sendo forçados a dispensar das clínicas pacientes com HIV, como se tivéssemos voltado aos anos 1990, antes de o tratamento estar disponível", disse Tido von Schoen-Angerer, diretor da Campanha Acesso à Medicina Essencial, do MSF.
Em 2008, o programa Unaids, da Organização das Nações Unidas, estimou que 22 bilhões de dólares seriam necessários para combater a Aids, mas os países e entidades doadoras somente destinaram 15,5 bilhões até o momento.
MSF alertou que o financiamento às ações relacionadas à doença parece ter encolhido, ameaçando impor "um impacto devastador às pessoas vivendo com HIV/Aids, bem como aos esforços para prevenir contra novas infecções".
O relatório pede que os grandes doadores -- Estados Unidos, Holanda, França Alemanha, Noruega e Suécia -- aumentem suas contribuições para o combate à Aids.
O texto diz que a carga não deveria recair nos países em desenvolvimento que adotaram arrojados planos de tratamento.
"E quanto à promessa feita às pessoas com Aids? Nós lhes demos esperança e vida", disse Olese Pasulani, uma autoridade em uma clínica do MSF no Malauí, onde uma epidemia de Aids deixou mais de um milhão de crianças órfãs em um país de 13 milhões de pessoas.
Segundo o MSF, mais de 4 milhões de pessoas no mundo em desenvolvimento estão recebendo tratamento com retrovirais e cerca de 6 milhões ainda aguardam pela medicação que pode salvar suas vidas.
A entidade dirige programas de combate à Aids em 30 países, assegurando tratamento para cerca de 140 mil adultos e crianças.

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Reuters