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Covid-19 recua nos EUA e Canadá, mas ainda cresce na América Latina, diz Opas

Enterro de vítima da Covid-19 em Manaus (AM) 17/01/2021 REUTERS/Bruno Kelly reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 03. fevereiro 2021 - 21:15

BRASÍLIA (Reuters) - Embora as infecções por coronavírus finalmente estejam diminuindo nos Estados Unidos e no Canadá, depois de semanas de aumento implacável, os casos e as mortes continuam a subir em países da América Latina, disse a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) nesta quarta-feira.

No México, os casos ainda estão aumentando, particularmente em Estados que atraíram turistas na época das festas, como Guerrero, Quintana Roo, Nayarit e Baja California del Sur, afirmou a filial regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) em uma entrevista coletiva.

Em todo o Caribe, a maioria das nações está testemunhando um recuo de infecções de Covid-19, mas ilhas maiores, como República Dominicana, Haiti, Porto Rico e Cuba, continuam a ver números crescentes de infecções novas, disse a entidade.

Na América do Sul, a Colômbia relatou a maior incidência de casos em relação à sua população ao longo da semana passada, seguida pelo Brasil, onde a cidade de Manaus lida com uma disparada de casos e mortes decorrentes de uma nova variante amazônica do vírus.

A nova variante brasileira, assim como duas outras identificadas primeiramente no Reino Unido e na África do Sul, se espalhou para 20 países das Américas, mas sua frequência ainda é limitada, disse a diretora da Opas Carissa Etienne.

Vacinas contra Covid-19 distribuídas pela Covax, uma coalizão liderada pela OMS e pela aliança de vacinas Gavi para garantir acesso igualitário a vacinas, começarão a chegar à região na segunda metade de fevereiro, disse ela.

Peru, Bolívia, Colômbia e El Salvador receberão um primeiro lote da vacina Pfizer-BioNTech, afirmou Jarbas Barbosa, diretor-assistente da Opas, e 35,3 milhões de doses da vacina da AstraZeneca começarão a chegar assim que a OMS conceder sua aprovação para uso emergencial.

A meta é atender 20% da população dos países que participam da Covax para proteger os que correm mais risco.

Mas Etienne alertou que "as doses de vacina são limitadas e continuarão escassas em todos os lugares no início".

(Por Anthony Boadle)

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