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Bandeira da Coreia do Norte em Genebra, na Suíça 20/06/2017 REUTERS/Pierre Albouy

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Por Christine Kim e Jane Chung

SEUL (Reuters) - A economia da Coreia do Norte cresceu em seu ritmo mais acelerado dos últimos 17 anos em 2016, disse o Banco Central da Coreia do Sul nesta sexta-feira, apesar de o país isolado enfrentar sanções internacionais destinadas a travar sua busca desafiadora de armas nucleares.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Coreia do Norte no ano passado aumentou 3,9 por cento em relação ao ano anterior, quando a economia se contraiu devido a uma seca e baixos preços de commodities, segundo o Banco da Coreia. A expansão, impulsionada pela mineração e energia, marcou o maior aumento desde um ganho de 6,1 por cento em 1999.

A Coreia do Norte, que conta com a China como seu maior parceiro comercial, também impulsionou as exportações em 4,6 por cento, o maior índice desde um salto de 11,8 por cento em 2013.

Ainda assim, a renda nacional bruta per capita do país isolado em 2016 foi de apenas 1,5 milhão de wones (1.342 de dólares), menos de 5 por cento da renda na Coreia do Sul.

A Coreia do Norte não publica dados econômicos. O banco sul-coreano libera dados do PIB na Coreia do Norte todos os anos desde 1991 com base em informações de agências governamentais, incluindo o Ministério da Unificação da Coreia do Sul e o Serviço Nacional de Inteligência. A estimativa é amplamente utilizada por organizações internacionais e pesquisadores.

A Coreia do Norte sofre sanções da ONU desde 2006 devido a seus mísseis balísticos e programas nucleares, e o Conselho de Segurança intensificou as medidas em resposta a cinco testes nucleares e dois lançamentos de mísseis de longo alcance.

O crescimento econômico robusto pode ser em parte devido ao programa de desenvolvimento nuclear e mísseis do Norte, já que a fabricação de componentes está incluída no cálculo do crescimento do PIB, de acordo com Shin Seung-cheol, funcionário do banco.

Shin acrescentou que a Coreia do Norte aumentou a produção de energia elétrica em 2016, mas não pôde confirmar se isso estava relacionado à fabricação de mísseis.

Em fevereiro, a China proibiu todas as importações de carvão de seu vizinho recluso, cortando suas exportações mais importantes. A China também está restringindo o fluxo de petróleo para o Norte. 

Os Estados Unidos estão impondo novas sanções às empresas chinesas e a bancos fazendo negócios com Pyongyang, além de tentar levar a China e a Rússia a apoiar uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU, que imponha sanções mais duras à Coreia do Norte após o último teste de mísseis. 

(Reportagem adicional de Cynthia Kim)

Reuters