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BEIRUTE (Reuters) - Aviões de guerra do governo da Síria retomaram bombardeios de um vale tomado por rebeldes próximo a Damasco neste domingo, após quase 24 horas sem ataques aéreos, disseram testemunhas e um oficial rebelde, no terceiro dia de um frágil cessar-fogo no país.

O acordo pela trégua, fechado entre Rússia e Turquia com apoio de ambos os lados do conflito e bem visto de maneira unânime pelo Comitê de Segurança das Nações Unidas, tem sido repetidamente violado desde que entrou em vigor, com ambos os lados trocando acusações sobre quem seria o culpado.

Neste domingo, os rebeldes alertaram que iriam abandonar a trégua se as tropas do governo continuassem a violá-la. Eles pediam que os russos, que apoiam o presidente sírio Bashar al-Assad, contivessem os ataques do exército e de milícias no vale por volta das 8 horas da noite no horário local.

Não ficou imediatamente claro se os rebeldes abandonarão a trégua devido aos ataques. Assim como outros cessar-fogo negociados anteriormente na Síria, a última tentativa de trégua também tem sido ameaçada desde o início por repetidas violações em algumas áreas, mas amplamente respeitada em outras regiões.

Os ataques atingiram áreas em Wadi Barada, onde as forças do governo e seus aliados lançaram uma operação há mais de uma semana, disse um porta-voz do grupo rebelde Jaish al-Nasr e o Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo sediado no Reino Unido.

A mídia estatal e o Observatório disseram que centenas de pessoas deixaram Wadi Barada na véspera rumo a áreas próximas controladas pelo governo.

Mais cedo no domingo, aviões do governo realizaram diversos ataques aéreos no interior de Aleppo, segundo o Observatório.

Uma segunda autoridade do lado rebelde disse que confrontos de baixa intensidade entre forças terrestres não necessariamente ameaçariam a trégua, mas que ataques aéreos seriam uma "clara violação".

Já o ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, acusou os rebeldes de diversas violações do cessar-fogo.

Um veículo de notícias do grupo libanês Hezbollah, aliado de Assad, disse que o exército sírio vinha mirando militantes da ex-Frente Nusra em Aleppo e em Wadi Barada.

O exército diz que o grupo, antes um braço da Al-Qaeda na Síria, não está incluído no cessar-fogo, o que os rebeldes negam. Esse é apenas um dos diversos pontos de conflito e confusão na negociação pela paz, que enfrenta constante ameaça de colapso.

(Por John Davison)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7519)) REUTERS LC

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Reuters