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Grupos religiosos participam de protesto contra as políticas de imigração do presidente norte-americano, Barack Obama, no lado de fora da Casa Branca, em Washington, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira. 31/07/2014 REUTERS/Yuri Gripas

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WASHINGTON (Reuters) - Já que as chances de o Congresso aprovar qualquer legislação sobre a imigração minguaram nesta quinta-feira, várias centenas de manifestantes se reuniram diante da Casa Branca para pressionar por um objetivo principal: manter as famílias de imigrantes unidas.

Organizações religiosas e ativistas da imigração realizaram um protesto, e a polícia disse ter prendido 112 pessoas. O ato de desobediência civil em Lafayette Square tinha o objetivo de pressionar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a evitar as deportações que afastariam crianças dos seus pais.

“Praticamente desistimos de esperar que o Congresso faça algo pela imigração neste ano”, disse Tammy Alexander, do Comitê Cental Menonita, que faz trabalhos de assistência em sua igreja.

Os manifestantes, agora, têm a Casa Branca como última esperança para preservar a união nas famílias de imigrantes, declarou ela. Alexander disse ter “alguma esperança” de que Obama adote ações significativas nos próximos meses.

As autoridades dos EUA estão tentando lidar com um fluxo de 57 mil crianças que viajam sozinhas, a maioria oriunda da América Central, e que têm chegado ao país pela fronteira com o México desde setembro.

O governo Obama afirmou que a maioria delas não irá se encaixar nos critérios para receber o benefício do asilo ou qualquer outro e que elas provavelmente serão mandadas de volta para casa.

Republicanos e democratas enfrentam um impasse sobre o montante de 3,7 bilhões de dólares que Obama pediu como fundo emergencial e admitiram que nenhuma legislação entrará em vigor antes do recesso de cinco semanas que começa na sexta-feira.

(Reportagem de Doina Chiacu e Annika McGinnis)

Reuters