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Casas atingidas por deslizamentos de terra provocados pela chuva em em Hiroshima, no Japão. 20/08/2014 REUTERS/Kyodo

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Por Toru Hanai

HIROSHIMA (Reuters) - Ao menos 36 pessoas, incluindo várias crianças, morreram no Japão nesta quarta-feira devido a deslizamentos de terra causados por uma tempestade que castigou os arredores da cidade de Hiroshima, no oeste do país, e o número ainda pode aumentar, disse a polícia.

Muitas pessoas continuam desaparecidas após uma chuva durante à noite equivalente à precipitação esperada para um mês, causando o deslizamento de morros que já se encontravam saturados por chuvas nas últimas semanas.

"Houve chuva e trovões durante toda noite, caindo tão forte que eu fiquei com medo de sair", disse um morador à Fuji TV. "Nunca vi nada como isso."

Helicópteros retiravam sobreviventes enquanto equipes de resgate realizavam buscas em meio à lama e os destroços na área residencial a cerca de 5 quilômetros do centro da cidade.

Casas foram arrastadas cerca de 100 metros na área mais atingida pelo deslizamento, onde uma camada de lama até a altura dos joelhos dificultava os esforços de resgate.

As autoridades do município de Hiroshima emitiram um aviso para a saída dos moradores cerca de uma hora depois do primeiro deslizamento.

"Algo deu errado com nossa análise (da situação)... Falhamos em emitir um alerta de saída antes do desastre. Olhando para trás, acredito que isso é algo que precisamos corrigir", disse um oficial dos bombeiros da cidade.

Cerca de 240 milímetros de água caíram na região nas 24 horas anteriores à manhã de quarta-feira, um nível recorde equivalente ao esperado para todo o mês de agosto, disse a agência meteorológica.

Quase metade desse volume de água caiu em apenas uma hora na quarta-feira.

A força do deslizamento destruiu estradas, e correntes de lama invadiram bairros inteiros, transformando casas em pilhas de escombros. Rochas com diâmetro de até 3 metros se espalharam pela área atingida.

São esperadas mais chuvas no oeste do Japão ainda nesta quarta.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, interrompeu as férias e retornou a Tóquio. Ele disse que iria enviar centenas de militares para ajudar nos esforços de resgate.

Reuters