Por Adam Jourdan

BUENOS AIRES (Reuters) - Dezenas de milhares de manifestantes bloquearam ruas importantes de Buenos Aires nesta quarta-feira para protestar contra o desemprego alto e as políticas do presidente argentino, Mauricio Macri, incluindo cortes nos subsídios das prestadoras de serviços públicos.

O argentino comum, que já luta com a inflação alta e a recessão, vem sendo afetado pelos aumentos de água, luz e aquecimento agora que Macri está cortando gastos do governo. Os cortes se alinham a um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para eliminar o déficit fiscal da Argentina até o final deste ano.

Um manifestante, que se identificou como Alberto, compareceu à marcha no centro da capital com sua filha de um ano. Ele disse que estava lá porque não consegue arrumar emprego e sua família recebe pouca ajuda do Estado.

"Se não há trabalho, não terei nada para deixar para meus filhos", afirmou ele a um repórter.

Macri deve concorrer a um segundo mandato na eleição geral de outubro, na qual pode enfrentar sua antecessora, Cristina Kirchner, favorita da oposição de esquerda do país.

Alguns manifestantes portavam cartazes com fotos do líder revolucionário marxista Che Guevara, e outros louvavam o ex-presidente Juan Perón e sua esposa, Evita.

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