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Manifestantes durante protesto em Seattle contra decreto do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre imigração. 29/01/2017 REUTERS/David Ryder

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Por Frank McGurty e Nathan Frandino

NOVA YORK/WASHINGTON (Reuters) - Dezenas de milhares de pessoas protestaram em diversas cidades e aeroportos dos Estados Unidos no domingo e expressaram revolta com o decreto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que restringe a entrada de viajantes de sete países de maioria muçulmana em solo norte-americano.

Em Nova York, Washington e Boston, uma segunda leva de manifestações se seguiu a protestos espontâneos que irromperam em aeroportos do país no sábado, à medida que os agentes da agência de alfândega e da proteção de fronteiras começaram a aplicar a diretiva de Trump. As manifestações rumaram para o oeste ao longo do dia.

O decreto, que proíbe a admissão de refugiados da Síria e suspende as viagens de cidadãos da Síria, do Iraque, do Irã e de quatro outras nações aos EUA por motivos de segurança nacional, levou à detenção ou deportação de centenas de pessoas chegando a aeroportos norte-americanos.

Um dos maiores protestos de domingo aconteceu em Battery Park, no sul de Manhattan e à vista da Estátua da Liberdade, um símbolo já antigo da receptividade do país.

O senador democrata nova-iorquino Charles Schumer disse à multidão que o decreto de Trump é antiamericano e vai de encontro aos valores centrais do país.

"O que estamos discutindo aqui é a vida e a morte de muitas pessoas", afirmou o líder da oposição no Senado. "Não irei descansar até estes decretos horríveis serem revogados".

A marcha, que se estima ter reunido cerca de 10 mil pessoas, mais tarde seguiu para o escritório da Alfândega e da Proteção de Fronteiras no sul de Manhattan. Em Washington, milhares se reuniram na Praça Lafayette, diante da Casa Branca, entoando: "Sem ódio, sem medo, refugiados são bem-vindos aqui".

A capital foi palco de protestos pelo segundo fim de semana consecutivo. No sábado anterior, centenas de milhares de mulheres participaram de uma manifestação e marcha anti-Trump, uma de dezenas realizadas em todo o país.

No domingo, muitos dos manifestantes deixaram a área da Casa Branca e marcharam ao longo da Avenida Pensilvânia, detendo-se diante do Trump International Hotel e gritando "vergonha, vergonha, vergonha".  

Trump defendeu o decreto presidencial no domingo, dizendo que os EUA irão retomar a emissão de vistos para todos os países assim que políticas seguras forem adotadas ao longo dos próximos 90 dias.

"Para ser claro, esta não é uma proibição anti-muçulmana, como a mídia está relatando falsamente", afirmou.

(Reportagem adicional de Susan Corwall, Ian Simpson e Lesley Wroughton, em Washington)

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