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Diretor Asghar Farhadi durante entrevista coletiva em Cannes, na França 21/05/2016. REUTERS/Regis Duvignau

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Por Bozorgmehr Sharafedin

DUBAI (Reuters) - O cineasta iraniano e vencedor do Oscar Asghar Farhadi vai boicotar a cerimônia da premiação deste ano em protesto contra a proibição "injusta" imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra viagens de pessoas do Irã e de outros seis países.

Ao anunciar sua decisão, o diretor, que venceu o prêmio de melhor filme estrangeiro em 2012 com "A Separação" e voltou a ser indicado neste ano, comparou o governo Trump com a linha-dura do Irã, já que ambos usam o medo de estrangeiros fora "para justificar o comportamento extremista e fanático de indivíduos de mente estreita".

"A linha-dura, apesar de suas nacionalidades, argumentos políticos e guerras, encara e entende o mundo praticamente da mesma maneira", disse Farhadi em um comunicado publicado pelo jornal norte-americano New York Times e parte da mídia iraniana.

"Para entender o mundo, eles não têm escolha a não ser encará-lo por meio de um 'nós e eles'... isso não está limitado aos Estados Unidos; no meu país a linha-dura é igual", afirmou, anunciando que não vai comparecer ao Oscar mesmo que receba uma permissão especial para viajar.

Taraneh Alidoosti, a protagonista de "O Vendedor", de Farhadi, que foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro neste ano, já anunciou que vai boicotar a cerimônia em protesto contra a proibição "racista" de viagem de Trump.

Farhadi é impopular com a linha-dura do regime iraniano, que criticou "A Separação" por ilustrar a desigualdade de gêneros no país e o desejo de muitos cidadãos de deixar a pátria.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas classificou o veto como "extremamente perturbador" depois de perceber que Farhadi e seu elenco e equipe poderiam ser impedidos de entrar nos EUA.

"A Academia celebra as conquistas na arte da cinematografia, que procura transcender fronteiras e falar a plateias de todo o mundo, independentemente de diferenças nacionais, éticas ou religiosas", disse a entidade no sábado.

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Reuters