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Imigrantes em bote detido por guardas costeiros da Líbia em Trípoli. 5/2/2017. REUTERS/Hani Amara

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GENEBRA (Reuters) - Mais de 400 mortes de imigrantes foram registradas até o momento em 2017, incluindo nas travessias do Mediterrâneo para a Europa a partir do norte da África e a rota para os Estados Unidos a partir do México, disse a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

As mortes foram registradas nos meses de inverno e a OIM teme que o número de mortes aumente quando ficar mais quente, disse o porta-voz Joel Millman em uma reunião da ONU em Genebra.

"Quarenta dias no ano e nós registramos quase 420 mortes de imigrantes em todo o mundo, em uma taxa de cerca de 10 por dia", disse Millman. "Isso é metade da taxa total do ano passado."

O OIM recebe dados de imigração esporadicamente. Esta semana, uma atualização do condado de Pima no Arizona adicionou 15 mortes ao total em um único município na fronteira entre EUA e México. Não ficou claro quando as mortes ocorreram, disse ele.

"Nós vimos afogamentos no Rio Bravo do outro lado da fronteira a um ritmo muito mais robusto do que no mesmo período do ano passado. Não sabemos se isso está refletindo mais tráfego ou apenas um trecho muito ruim. É impossível especular sobre os motivos", afirmou Millman.

Perguntado se as pessoas poderiam estar se apressando para entrar nos Estados Unidos antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, apertar os controles nas fronteiras, ele disse que o fortalecimento da economia dos EUA também pode ser uma atração, estimulando uma corrida antes da "temporada imigratória" em meados de março.

Na Europa, imigrantes e refugiados atravessam o Mediterrâneo em número muito menor do que há um ano, depois que a rota entre a Turquia e a Grécia foi efetivamente fechada, mas o tráfego tornou-se muito mais pesado na rota menor e mais perigosa entre o norte da África e a Itália.

A maioria dos que fazem a viagem são da África Ocidental, mas a maioria dos que morrem são da África Oriental, especificamente Eritreia e Etiópia.

Embora muitos corpos nunca sejam recuperados do mar, informações de ativistas rastreando as mídias sociais para levantar informações sobre familiares desaparecidos mostram que essas nacionalidades estão em maior risco.

Muitos outros imigrantes morrem no deserto ou em centros de detenção na Líbia, ou são mortos ao longo do caminho.

"Os eritreus são conhecidos como cristãos, e muitos deles têm uma cruz tatuada na testa, que sempre foi uma fonte de grande perigo cruzando partes do norte da África e para o Sinai", disse Millman.

Na América do Sul, a mortalidade de imigrantes até agora neste ano é o dobro da taxa de um ano atrás. "Isso não é um bom sinal para o ano à frente", disse Millman.

(Por Tom Miles)

Reuters