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Militar israelense Elor Azaria. 04/01/2017. REUTERS/Heidi Levine/Pool

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Por Jeffrey Heller

JERUSALÉM (Reuters) - A polícia israelense informou nesta quinta-feira ter prendido duas pessoas por incitarem a violência nas redes sociais contra três juízes militares que condenaram um soldado por assassinato por ter matado a tiros um agressor palestino ferido.

Os juízes consideraram o sargento Elor Azaria, de 20 anos, culpado das acusações na quarta-feira, e apoiadores criaram várias páginas no Facebook pedindo que o presidente de Israel perdoe o militar.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também pediu o perdão ao sargento em sua página na rede social.

O caso provocou polarização em Israel. As Forças Armadas atribuíram uma equipe de segurança para acompanhar os juízes na quarta-feira, quando centenas de simpatizantes de extrema-direita de Azaria entraram em confronto com a polícia do lado de fora da base militar de Tel Aviv enquanto o veredicto era lido.

O procurador-geral Avihai Mandelblit determinou mais tarde uma investigação sobre a incitação à violência por manifestantes que alertaram que tomariam medidas contra o general Gadi Eizenkott, que falou fortemente contra as ações de Azaria.

"Incitar linguagem contra juízes, oficiais militares, autoridades da lei, ou qualquer pessoa é inaceitável", disse Mandelblit em comunicado.

O porta-voz da polícia Micky Rosenfeld disse que autoridades prenderam um homem em Jerusalém e uma mulher na cidade de Kiryat Gat, sul do país, cujos comentários em redes sociais constituíram em "incitação à violência" contra os juízes.

Há 10 meses, Azaria era um médico do Exército servindo na cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada quando dois palestinos esfaquearam um outro soldado.

Um dos agressores foi morto a tiros pelas tropas. O outro, Abd Elfatah Ashareef, de 21 anos, foi ferido e caiu no chão incapacitado e Azaria atirou contra sua cabeça com um rifle de assalto, mais de 10 minutos depois do ataque.

Os juízes condenaram o sargento por assassinato. Os magistrados disseram que ele agiu por vingança e disse, após puxar o gatilho: "ele merecia morrer".

Ele pode ser sentenciado a até 20 anos de prisão, embora especialistas legais esperem uma pena bem mais leve. A sentença deve ser dada nas próximas semanas.

Reuters