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DIYARBAKIR, Turquia (Reuters) - Militantes curdos mataram a tiros duas autoridades do partido governista AK no sudeste da Turquia durante o fim de semana, enquanto o exército turco matou mais de uma dezena de militantes em ataques aéreos, disseram autoridades turcas neste domingo.

Orhan Mercan, vice-líder do AK no distrito de Lice, província de Diyarbakir, foi baleado em frente à sua casa na noite de sexta-feira e morreu no hospital em decorrência dos ferimentos, disse o gabinete do governador da província.

Militantes mataram Aydin Ahi, vice-chefe do AK no distrito de Ozalp, província de Van, na noite de sábado, disse o gabinete do governador. Fontes de segurança disseram que os atiradores retiraram Ahi de sua casa e o mataram nas proximidades.

O Ministro da Energia, Berat Albayrak, escreveu no Twitter que os militantes do Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK) mataram os dois homens. O PKK não fez comentários imediatamente sobre os ataques, mas o grupo já visou autoridades do partido AK no passado.

O PKK lançou uma insurgência separatista contra o governo turbo em 1984 e mais de 40 mil pessoas, a maioria curdos, foram mortas no conflito. Ele é considerado um grupo terrorista pela Turquia, Estados Unidos e União Europeia.

Um cessar-fogo entre o Estado Turco e os militantes foi rompido em julho de 2015 e a região sudeste do país, onde o PKK é mais forte, consequentemente viu alguns dos piores casos de violência desde a insurgência.

A violência se estendeu pela região no sábado.

Em um ataque aéreo na província sudeste de Mardin, o exército turco matou cinco militantes do PKK que estavam preparando um ataque à uma base do exército, disseram autoridades militares em comunicado.

Em outros ataques no sábado, o exército turco também matou cinco combatentes do PKK no sudeste da província de Bigol e mais quatro militantes na região de Metina, no norte do Iraque, disse o exército.

O exército também disse que outros três militantes do PKK foram mortos em combates no sábado, nas províncias de Diyarbakir, Hakkari e Sirnak.

(Por Daren Butler)

Reuters