GOMA, República Democrática do Congo (Reuters) - O presidente do Congo, Felix Tshisekedi, implorou nesta terça-feira para que as pessoas que moram em áreas atingidas pelo pior surto de Ebola da história do país aceitem que a doença é real e confiem nos agentes de saúde.

A desconfiança nos socorristas e a desinformação generalizada propagada por alguns líderes comunitários levaram muitos moradores de áreas afetadas do leste da República Democrática do Congo a recusarem vacinações. Em vez disso, eles recorrem a curandeiros tradicionais, cujas clínicas contribuem para a propagação da febre hemorrágica.

    "Não é uma doença imaginária", disse Tshisekedi depois de chegar à cidade de Beni para sua primeira turnê pelo leste congolês desde que tomou posse, em janeiro.

    "Se seguirmos as instruções, em dois ou três meses o Ebola terá acabado", disse ele, otimista, a uma plateia depois de lavar as mãos e ter sua temperatura medida, como exigido de todos os passageiros que chegam ao aeroporto local.

    O Congo já teve 10 surtos de Ebola, que causa vômitos intensos, diarreia e sangramento, desde que o vírus foi descoberto no país em 1976. A epidemia atual já resultou em 1.264 casos confirmados e prováveis e 814 mortes desde que foi declarada em agosto passado.

    A cifra só perde para a do surto de 2013-2016 na África Ocidental, que teve mais de 28 mil casos relatados e mais de 11 mil mortos.

    Após uma série de ataques de agressores desconhecidos a centros de tratamento em fevereiro e março, o surto atual agora se espalha em seu ritmo mais acelerado até o momento.

    Mais de 100 casos foram confirmados na semana passada.

    (Por Fiston Mahamba e Stanis Bujakera)

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