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BUENOS AIRES (Reuters) - A economia da Argentina deixou a recessão prolongada no segundo semestre e registrou uma expansão de 0,5 por cento no quarto trimestre de 2016 na comparação com o terceiro trimestre, de acordo com dados divulgados pelo governo argentino nesta terça-feira.

A agência estatística Indec também revisou a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre para um avanço de 0,1 por cento ante o segundo trimestre, projeção melhor do que a de uma queda de 0,2 por cento feita anteriormente.

Analisados em conjunto, os dados mostram que a economia da Argentina cresceu no segundo semestre, depois de ter encolhido por três trimestres consecutivos.

O governo do presidente de centro-direita Mauricio Macri espera que a recuperação econômica possa aumentar a sua taxa de aprovação antes das eleições de outubro. A coalizão de Macri, "Vamos Mudar", tem tentado convencer os eleitores a darem para Macri uma chance de continuar sua agenda de reformas favoráveis ao mercado.

Macri assumiu o cargo em dezembro de 2015 após mais de uma década de governo populista ter deixado a Argentina com inflação desenfreada, baixas reservas no Banco Central e um amplo déficit fiscal.

A economia caiu no quarto trimestre de 2015, e entrou em recessão no primeiro semestre do ano passado. Algumas das reformas de Macri destinadas a reduzir o déficit e incentivar o investimento, incluindo deixar o peso flutuar e cortar os subsídios, aprofundou a recessão ao destruir o poder de compra dos consumidores.

A frustração popular com essas políticas cresceu nos últimos meses, com uma pesquisa neste fim de semana mostrando que mais argentinos desaprovam o Macri do que aprovam pela primeira vez desde que assumiu o cargo.

O Indec também informou que o PIB da Argentina recuou 2,1 por cento entre outubro e dezembro ante o quarto trimestre de 2015, o terceiro declínio trimestral consecutivo. A economia encolheu 2,3 por cento no ano de 2016 como um todo comparado com 2015.

O governo argentino espera que a economia cresça 3,5 por cento em 2017, embora os economistas privados vejam um crescimento ligeiramente inferior em 3 por cento.

((Tradução Reuters São Paulo 5511 5644-7757))

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