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PRAGA (Reuters) - Aliado de Rússia e China, o atual presidente da República Tcheca, Milos Zeman, venceu o primeiro turno das eleições presidenciais do país neste sábado, mas o segundo colocado na disputa, Jiri Drahos, pode representar um enorme desafio para o atual chefe de Estado no segundo turno dentro de duas semanas, de acordo com os resultados quase completos do pleito.

A inclinação de Zeman a grupos de extrema-direita e suas calorosas relações com Moscou e Pequim dividiram a opinião pública, com um pedaço considerável do eleitorado favorecendo candidatos pró-Ocidente, incluindo Drahos, de 68 anos.

Os presidentes tchecos têm poderes executivos limitados, mas Zeman e seus predecessores tiveram uma forte influência no debate público. Os presidentes também são fundamentais para a formação de governos -- algo que o país membro da União Europeia e da Otan está tentando fazer agora.

Zeman liderou a corrida com 39 por cento dos votos, enquanto Drahos teve 26,4 por cento, segundo os resultados quase finalizados, o que significa que será necessário realizar um segundo turno.

Vários candidatos com plataformas similares a de Drahos obtiveram resultados expressivos, e muitos de seus eleitores poderão apoiar Drahos em vez de Zeman na segunda votação.

A eleição é vista como uma espécie de referendo sobre Zeman, de 73 anos e no cargo desde 2013, que criticou a imigração proveniente de países muçulmanos e a decisão da Alemanha de aceitar muitos imigrantes.

O resultado também pode influenciar as chances do primeiro-ministro tcheco, Andrej Babis, de formar maioria. Sua primeira tentativa de governar em uma administração de minoria deverá ser rejeitada pelo Parlamento na próxima semana.

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Reuters