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Bandeira do Reino Unido é vista perto do Parlamento britânico. 18,/04/2017 REUTERS/Stefan Wermuth

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LONDRES (Reuters) - Os britânicos começaram a votar nesta quinta-feira em eleições locais e regionais que devem indicar quanto o Partido Conservador, da primeira-ministra Theresa May, irá estender seu domínio antes da eleição nacional do mês que vem.

Milhares de vagas em governos locais estarão em disputa por toda a Escócia e em partes da Inglaterra e do País de Gales, além de alguns postos regionais recém-criados. Os resultados devem começar a surgir no início da sexta-feira.

    Os resultados devem lançar alguma luz sobre a maneira como o país irá votar na eleição nacional de 8 de junho e será analisado com cuidado em busca de uma confirmação das pesquisas de opinião, que dão aos conservadores uma grande vantagem sobre o Partido Trabalhista, de centro-esquerda, e do Partido de Independência do Reino Unido, que é anti-União Europeia.

No mês passado a premiê surpreendeu com a decisão de convocar um pleito nacional três anos antes do programado, em uma tentativa de capitalizar a fraqueza de seus adversários e aumentar seu poder político em casa e no exterior antes das negociações da desfiliação britânica da UE.

Mas os resultados das votações desta quinta-feira não servirão de exemplo para a eleição de junho. As eleições locais são realizadas em um ciclo diferente das votações nacionais, e normalmente o partido governista perde terreno para os opositores.

Um dos indicadores acompanhados com mais atenção será o centro da Inglaterra, onde May deu seu apoio a uma campanha de grande destaque para conquistar a prefeitura de uma vasta região que inclui Birmingham, a segunda maior cidade do Reino Unido.

Tradicionalmente uma área dominada pelos trabalhistas devido às suas raízes industriais, uma vitória conservadora ali mostraria a eficiência dos esforços de May para mudar a percepção e apresentar sua sigla de centro-direita como defensora das classes trabalhadoras e com aspirações de ascensão.

Na Escócia, é provável que os resultados eleitorais acompanhem uma grande mudança no clima político vista ali desde 2012, refletindo a força do Partido Nacional Escocês pró-independência, especialmente em Glasgow.

(Por William James e Elisabeth O'Leary)

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