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Pessoas vindas de Mosul no campo Hassan Sham. 02/01/2017. REUTERS/Ari Jalal

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Por Isabel Coles

HASSAN SHAM, Iraque (Reuters) - Eles esperaram pelo cair da noite antes de tentar uma perigosa fuga por entre pontes destruídas e linhas de frente entre militantes do Estado Islâmico e forças iraquianas.

Alguns cruzam o rio Tigre de barco, após a coalizão liderada pelos Estados Unidos ter bombardeado as cinco pontes que conectam as duas metades da cidade, a fim de restringir mobilizações do Estado Islâmico. Outros escalam o que resta das pontes, utilizando uma corda.

A maioria dos 116 mil civis que fugiram de Mosul desde que as forças iraquianas lançaram sua campanha para recapturar o maior bastião do Estado Islâmico no Iraque vieram da parte leste da cidade, onde tropas do governo têm gradualmente ganhado terreno.

Mas, à medida que a maior batalha no Iraque desde 2003 entra em sua 12ª semana, um crescente número de pessoas está fugindo da zona oeste do Tigre, uma porção da cidade que está totalmente sob controle dos militantes. 

“Apenas os mais sortudos conseguem sair”, disse Jamal, que cruzou o rio utilizando uma corda para escalar destroços de uma ponte, e agora está em um campo para civis deslocados de Mosul, com sua esposa e três filhos.

“Se eles abrissem uma rota por 25 minutos, nenhuma pessoa permaneceria no lado ocidental”, acrescentou.

Embora combates ainda não estejam sendo travados no lado ocidental, a comida é mais escassa do que nunca desde que milícias xiitas apoiadas pelo governo avançaram pelo deserto a sudoeste de Mosul em novembro, fechando a única rota de acesso do Estado Islâmico à cidade. 

Civis que fugiram da parte ocidental nos últimos dias disseram que os militantes anunciaram que distribuiriam alimentos em breve, e que romperiam o cerco, em uma tentativa de acalmar pessoas cada vez mais desesperadas e convencê-las a ficar. 

Em meio à campanha, agências de ajuda humanitária estavam se preparando para um grande êxodo de Mosul. Até agora, a maioria dos residentes da cidade --que chega a pelo menos 1,5 milhão de pessoas-- ou escolheram ficar ou foram incapazes de escapar.

Isso tem funcionado a favor do Estado Islâmico, reduzindo o progresso de forças iraquianas, as quais buscam evitar baixas civis.

No entanto, as forças iraquianas continuaram seus esforços de retomada da cidade na semana passada, fazendo progressos em diversos distritos no leste.

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Reuters