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Obama faz discurso em Berlim 25/5/2017 REUTERS/Fabrizio Bensch

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Por Erik Kirschbaum

BERLIM (Reuters) - O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama disse em um evento em Berlim nessa quinta-feira que nações prósperas não podem "se esconder atrás de um muro" para se proteger dos tumultos e pobreza que afligem outros países.

Falando em um painel sobre democracia com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, para um público de 70 mil pessoas, em um local onde já ficou o muro de Berlim, Obama falou por 90 minutos sobre questões internacionais e dos Estados Unidos sem mencionar nenhuma vez seu sucessor, Donald Trump.

Mas, no que pareceu ser uma referência à promessa de Trump de construir um muro na fronteira com o México para impedir a entrada de imigrantes ilegais e de drogas nos Estados Unidos, Obama disse que o mundo está encolhendo devido à globalização e tecnologia e que não é possível se isolar dos problemas exteriores.

"Se há perturbações nesses países, se há um mau governo, se há guerra ou se há pobreza, nesse novo mundo em que vivemos nós não podemos nos isolar", disse Obama. "Nós não podemos nos esconder atrás de um muro."

Obama, que estava fazendo seu primeiro discurso na Europa desde que deixou a Casa Branca, também advertiu sobre subestimar a paz e a prosperidade.

"O mundo está em uma encruzilhada", disse Obama, falando em frente do Portão de Brandenburgo.

A crescente desigualdade dentro das nações assim como entre as nações é uma grande preocupação, disse. Ao mesmo tempo, "o mundo nunca foi tão rico, mais saudável e nunca foi tão bem educado".

"Se nós conseguirmos manter esse progresso, então eu estou muito otimista sobre o nosso futuro. Meu trabalho agora é os ajudar a chegar ao próximo passo."

Obama disse que passou os últimos quatro meses "tentando recuperar o sono perdido" e passando mais tempo com sua família.

"Eu tenho muito orgulho do trabalho que fiz como presidente", disse em meio a aplausos, acrescentando que tem orgulho especificamente da reforma no sistema de saúde.

(Reportagem de Erik Kirschbaum)

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Reuters