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Premiê britânica May faz discurso em Davos. 19/1/2017. REUTERS/Ruben Sprich

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Por Elizabeth Piper e Noah Barkin

DAVOS, Suíça (Reuters) - A primeira-ministra britânica, Theresa May, revelou sua visão para o Reino Unidos após o Brexit, nesta quinta-feira, descrevendo o futuro papel britânico como defensor do livre mercado e da globalização, em um discurso que teve como intenção aliviar preocupações entre a elite empresarial global. 

Em sua primeira aparição no Fórum Econômico Mundial em Davos, onde a elite corporativa mundial se reúne em janeiro nos Alpes suíços, May repetiu que o Reino Unido se tornará mais global após votar para deixar a União Europeia. 

Apenas dois dias depois de ter alertado a UE de que acordo nenhum era melhor do que um acordo ruim, a premiê buscou remendar os laços com o bloco e demonstrou à sua audiência, um misto de líderes empresariais e políticos, as vantagens de investimento no Reino Unido. 

“Eu quero explicar como… o Reino Unido — um país que tem frequentemente estado na linha de frente de mudanças econômicas e sociais — vai assumir um novo papel de liderança como o defensor mais forte e ferrenho dos negócios, do mercado livre e do livre comércio em qualquer lugar do mundo”, disse ela à sala lotada.

“Nossa decisão de deixar a UE não foi uma rejeição a nossos amigos na Europa, com os quais temos interesses e valores comuns e tanto mais. Não foi uma tentativa de se tornar mais distante deles, ou de cessar a cooperação que tem ajudado a manter nosso continente seguro e forte.”

May disse que haveria períodos de incerteza após o Reino Unido acionar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa da União Europeia, para começar parte das negociações mais complicadas do país desde a Segunda Guerra Mundial, mas também falou de sua confiança no futuro. 

Foi um tom mais conciliador do que o adotado em seu discurso na terça-feira, quando ela alertou que o Reino Unido poderia mudar seu modelo econômico se tivesse acesso restrito ao mercado comum europeu, ecoando comentários de seu ministro das Finanças de que o governo pode cortar impostos para manter a competitividade.

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Reuters