(Reuters) - A ex-primeira-dama norte-americana Michelle Obama jamais perdoará o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por estimular uma teoria da conspiração preconceituosa que questionou se seu marido nasceu nos EUA, noticiou o jornal Washington Post nesta sexta-feira.

Em outra entrevista à rede ABC News antes do lançamento de seu livro de memórias, "Becoming", na terça-feira, Michelle também revelou que sofreu um aborto espontâneo 20 anos atrás e que fez fertilização in vitro para conceber suas duas filhas.

De posse de uma cópia prévia do livro, o Post citou um trecho no qual ela diz que o chamado movimento birther, que alegou falsamente que o ex-presidente Barack Obama nasceu no exterior, foi "louco e mal-intencionado" e poderia ter colocado sua família em perigo.

    "E se alguém de mente instável carregasse uma arma e fosse a Washington? E se esta pessoa saísse atrás de nossas meninas?", escreveu Michelle. "Donald Trump, com suas insinuações estridentes e negligentes, estava colocando a segurança de minha família em risco. E disso eu nunca o perdoarei".

Indagado nesta sexta-feira sobre os comentários, Trump não respondeu diretamente, preferindo atacar Barack Obama.

    "Eu não vi. Acho que ela escreveu um livro. Ela recebeu muito dinheiro para escrever um livro, e eles sempre insistem que você apareça com polêmicas", disse ele aos repórteres na Casa Branca ao partir em viagem para Paris.

    "Bem, vou lhes devolver um pouco de polêmica: eu nunca o perdoarei pelo que ele fez aos militares de nossos Estados Unidos não os financiando devidamente".

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