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Por Ercan Gurses e Dirimcan Barut

ANCARA (Reuters) - O Ministério da Justiça da Turquia informou nesta terça-feira que cancelou uma visita de estudos planejada aos Estados Unidos por conta do ampliamento de uma disputa diplomática entre os países sobre a emissão de vistos.

A mídia local relatou anteriormente que autoridades norte-americanas haviam rejeitado pedidos de visto para membros da delegação, mas o Ministério da Justiça disse ter tomado a iniciativa e cancelado a viagem.

“Por conta da recente crise de vistos entre os dois países, a visita foi cancelada por nosso ministério”, informou em comunicado, acrescentando que não havia pedidos de vistos para serem rejeitados.

A delegação havia planejado uma visita de estudos aos Estados Unidos, a convite de autoridades norte-americanas, entre 29 de outubro e 4 de novembro, segundo o ministério. O jornal pró-governo Daily Sabah informou que a delegação planejava estudar o sistema penal dos EUA e visitar prisões norte-americanas.

Washington parou neste mês a emissão de vistos em suas missões na Turquia, citando preocupações de segurança da sua equipe após a prisão de dois funcionários consulares dos EUA, ambos cidadãos turcos.

A crise pesou sobre o valor da lira e preocupou alguns investidores. Nesta terça-feira, um grupo de importantes empresas turcas e norte-americanas pediu para ambos os governos resolverem a disputa.

Em maio, um tradutor do consulado dos EUA na província sulista de Adana foi preso e, mais recentemente, um funcionário do órgão de combate às drogas (DEA) foi detido em Istambul. Ambos foram acusados de ligações com o golpe fracassado do ano passado. A embaixada dos EUA informou que as acusações não têm fundamento.

A polícia turca quer interrogar um terceiro funcionário sediado em Istambul. Sua esposa e filha foram detidas por supostas ligações à rede do clérigo Fethullah Gulen, sediado nos EUA e culpado por Ancara por orquestrar o golpe sem frutos. Elas foram posteriormente libertadas.

A Turquia tem se irritado pelo que vê como relutância dos EUA em entregar o clérigo Gulen, que vive na Pensilvânia desde 1999. Autoridades dos EUA disseram que seus tribunais precisam de evidências suficientes para ordenar sua extradição.

Gulen nega qualquer envolvimento no golpe fracassado.

Mais de 150 mil pessoas da polícia, serviço civil e setor privado foram demitidas ou suspensas de seus cargos na repressão que seguiu o golpe fracassado. Cerca de 50 mil foram detidas.

Grupos de direitos e aliados ocidentais da Turquia expressaram preocupação de que a Turquia está usando o golpe como um pretexto para acabar com a dissidência. Ancara diz que as medidas são necessárias, dada a extensão da ameaça à segurança que enfrenta.

A Turquia também tem se irritado pelo apoio de Washington à milícia síria curda YPG na luta contra o Estado Islâmico. A Turquia classifica a YPG como uma extensão do banido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

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Reuters