Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Macron faz campanha em Rodez 5/5/2017 REUTERS/Regis Duvignau

(reuters_tickers)

Por Eric Auchard e Bate Felix

FRANKFURT/PARIS (Reuters) - Um grande montante de emails da campanha do candidato presidencial francês Emmanuel Macron foi postado online na noite de sexta-feira, antevéspera do segundo turno da eleição no qual ele enfrenta a candidata de extrema-direita Marine Le Pen.

Cerca de nove gigabytes de dados foram lançados por um usuário chamado EMLEAKS para o Pastebin, um site de compartilhamento de documentos que permite postagem anônima. Não estava imediatamente claro quem era responsável por postar os dados ou se os emails eram genuínos.

Em um comunicado, o movimento político de Macron En Marche! confirmou que tinha sido alvo de hackers.

"O Movimento En Marche foi vítima de um ataque de hackers maciço e coordenado esta noite, que deu origem à difusão em mídias sociais de várias informações internas", informou o comunicado.

Um funcionário do Ministério do Interior se recusou a comentar, citando as regras francesas que proíbem qualquer comentário que possa influenciar uma eleição, e que entraram em vigor à meia-noite de sexta-feira (horário da França).

As pesquisas de opinião mostram que o independente Macron, de centro, está perto de vencer a candidata da Frente Nacional, Le Pen, na votação de domingo, vista como a eleição mais importante da França em décadas.

Em 26 de abril, a equipe de campanha disse que foi alvo de uma série de tentativas de roubo de credenciais de email desde janeiro, mas que os suspeitos até o momento não tinham conseguido comprometer os dados da campanha.

Em fevereiro, o Kremlin negou que estivesse por trás de tais ataques, apesar de a campanha de Macron ter renovado as acusações contra a mídia russa e um grupo de hackers operando na Ucrânia.

Em seu comunicado nesta sexta-feira, o En Marche! disse que os documentos divulgados online só mostravam o funcionamento normal de uma campanha presidencial, mas que documentos autênticos haviam sido misturados com falsos nas mídias sociais para semear "dúvida e desinformação".

"Não toleraremos que os interesses vitais da democracia sejam colocados em risco", acrescentou.

(Reportagem de Eric Auchard em Frankfurt e Michel Rose e Bate Felix em Paris)

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

Reuters