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Embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, morreu de modo repentino em Nova York. 02/09/2015. REUTERS/Brendan McDermid

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Por Jack Stubbs

MOSCOU (Reuters) - O combativo embaixador da Rússia na Organização das Nações Unidas, Vitaly Churkin, morreu de maneira repentina em Nova York, nesta segunda-feira, depois de passar mal no trabalho, disse o Ministério das Relações Exteriores russo.

O ministério não deu detalhes sobre as circunstâncias da morte, mas ofereceu condolências aos parentes e disse que o diplomata morreu um dia antes de completar 65 anos.

Uma autoridade do governo dos Estados Unidos, que não estava autorizada a falar publicamente sobre o caso, disse que Churkin aparentemente morreu de ataque cardíaco.

Um representante policial, também falando sob condição de anonimato, afirmou que não parecia haver nada incomum sobre a morte do embaixador.

O New York Post informou, citando fontes anônimas, que Churkin foi levado às pressas da embaixada russa para um hospital de Manhattan após passar mal por complicação cardíaca.

O presidente russo, Vladimir Putin, sentiu profundamente a morte do embaixador e valorizou o profissionalismo e o talento diplomático de Churkin, disse o Kremlin, segundo agências de notícias russas.

O vice de Churkin, Piotr Ilyichev, afirmou: "A perda sofrida pela Rússia é grave e insubstituível", segundo a agência Tass.

"O embaixador Churkin permaneceu no seu posto de trabalho até o último minuto e dedicou toda a sua vida à defesa dos interesses da Rússia", acrescentou Ilyichev.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, disse no Facebook: "Grande diplomata, personalidade extraordinária, homem fascinante".

Churkin era um defensor fervoroso da política russa, particularmente do bombardeio intensivo na cidade síria de Aleppo no ano passado para combater rebeldes contrários ao presidente Bashar al-Assad.

Quando a então embaixadora norte-americana na ONU Samantha Power acusou a Síria, a Rússia e o Irã, no ano passado, de serem responsáveis por atrocidades, Churkin disse que ela estava esquecendo o próprio histórico dos Estados Unidos no Oriente Médio.

"O discurso mais estranho para mim foi o da representante dos EUA, que construiu sua declaração como se ela fosse a Madre Teresa. Por favor, lembre-se de qual país você representa. Por favor, lembre-se do histórico de seu país", disse ele.

Farhan Haq, vice-porta-voz do gabinete do secretário-geral da ONU, disse nesta segunda-feira: "Ele tem sido uma presença tão regular aqui que estou realmente atordoado. Nossos pensamentos vão para sua família, seus amigos e seu governo".

(Reportagem de Jack Stubbs, Ned Parker e Mark Hosenball)

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Reuters