Por Carlos Garcia e Alexandra Valencia

QUITO (Reuters) - O governo do Equador e os manifestantes que rejeitam as medidas de austeridade do presidente Lenín Moreno não chegaram a um acordo nesta sexta-feira, uma possibilidade que ainda parece distante, já que as duas partes se mantiveram firmes em suas posições após nove dias de protestos.

Embora o governo tenha pedido a volta da paz como condição mínima para um diálogo, nesta sexta-feira milhares de manifestantes saíram novamente às ruas de Quito liderados por indígenas, que disseram que radicalizarão o protesto até que a eliminação dos subsídios do diesel e da gasolina seja revogada.

"Enquanto cada um se senta, das partes, radicalizado em suas posturas, eu o vejo de uma maneira muito difícil, quase impossível que aconteça esse diálogo", disse o vice-presidente da Conferência Episcopal Equatoriana, Luis Cabrera, a uma rede de televisão.

No nono dia de protesto, e logo depois de enterrarem um companheiro morto durante a greve nacional de quarta-feira, algumas centenas de indígenas procedentes da Amazônia chegaram a Quito com lanças e rostos pintados em sinal de combate para se somarem à manifestação e liderar a marcha que planejava chegar ao Palácio de Carondelet, segundo testemunhas da Reuters.

"Fora, Lenín, fora!", gritavam os manifestantes. A organização indígena Conaie informou que em outras cidades do centro do país o protesto também continua.

O governo confirmou que quatro pessoas morreram durante as manifestações, cerca de 133 policiais ficaram feridos e mais de 600 pessoas estão detidas.

Os protestos, os piores em mais de uma década, começaram na semana passada após o anúncio de Moreno de um pacote de medidas que visam reduzir um déficit fiscal e o marco de um acordo de 4,2 bilhões de dólares com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

(Reportagem adicional de Mitra Taj e Alberto Fajardo em Quito)

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