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Membro de tripulação chinesa detido por pesca ilegal nas ilhas Galápagos, Equador 25/08/2017 REUTERS/Daniel Tapia

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QUITO (Reuters) - Um juiz equatoriano decretou a prisão de 20 pescadores chineses por até quatro anos por pesca ilegal nas ilhas Galápagos, onde foram pegos com 6.600 tubarões.

O navio de bandeira chinesa Fu Yuan Yu Leng 999 foi apreendido em meados de agosto com cerca de 300 toneladas de espécies quase extintas ou ameaçadas de extinção, incluindo tubarões-martelo.

A tripulação recebeu penas de prisão entre um e quatro anos, informou o juiz na noite de domingo. Os pescadores também foram multados em um total de 5,9 milhões de dólares.

O Ministério das Relações Exteriores do Equador afirmou ter enviado um protesto formal à China pela presença de navios próximos a Galápagos, ilha que inspirou a teoria da evolução do naturalista britânico Charles Darwin.

O ministério já havia dito neste mês que o embaixador da China em Quito, Wang Yulin, afirmou que seu país queria tomar todas as medidas necessárias para "colocar um fim a essas práticas ilícitas".

As ilhas Galápagos estão a cerca de mil quilômetros a oeste da costa do Pacífico do Equador.

O Ministério do Meio-Ambiente afirmou que a embarcação chinesa estava pescando na reserva marinha de Galápagos.

O barco será confiscado pelo Equador e os animais mortos serão jogados ao mar, disse o governo na segunda-feira.

Barbatana de tubarão é um símbolo de status para muitos chineses, apreciado como alimento e consumido em uma sopa. Restaurantes em toda a China servem o prato em banquetes tradicionais, apesar de uma repressão pelo presidente chinês, Xi Jinping, à extravagância e uma proibição de servir a iguaria em funções oficiais.

Falando em Pequim, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, afirmou nesta terça-feira que a China se opõe a qualquer forma de pesca ilegal, e estava prestando muita atenção ao caso.

No entanto, ela afirmou não haver evidências de que o navio estivesse pescando em águas equatorianas, mas que o navio havia passado pela área protegida de Galápagos sem permissão, uma vez que não entendia as regras equatorianas.

A China espera que o Equador possa lidar com o caso de maneira justa e proteger os direitos legítimos dos chineses, acrescentou Hua.

Tartarugas centenárias e atobás de patas azuis habitam as Ilhas Galápagos junto com cerca de 18 mil habitantes que ganham a vida através da pesca e da indústria do turismo. 

(Reportagem de Alexandra Valencia; Reportagem adicional de Ben Blanchard, em Pequim)

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Reuters