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QUITO (Reuters) - O presidente do Equador, Rafael Correa, disse neste sábado que se preocupa "muito" com as diferenças entre Caracas e Bogotá, mas apoiou a posição crítica de seu colega venezuelano, Hugo Chávez, sobre a instalação de bases norte-americanas em território colombiano.
A crise começou em julho, quando a Colômbia anunciou que autorizaria soldados dos Estados Unidos a usar sete bases militares para realizar operações coordenadas contra o narcotráfico e o terrorismo.
Chile e Peru também se envolveram em uma controvérsia após uma denuncia de Lima sobre suposta espionagem militar a favor de Santiago, o que provocou a ameaça às relações diplomáticas entre os países.
Correa, que preside a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), disse que esses conflitos serão tratados na reunião do Conselho de Segurança do organismo, que será realizada em Quito na próxima sexta-feira, devido à preocupação que o tema desperta na região.
"Mandei uma carta expressando minha preocupação como presidente da Unasur aos diferentes países-membros pelos conflitos que estão acontecendo (...) Não é verdade que não nos preocupamos", disse Correa em seu informe semanal.
Mas o mandatário equatoriano, aliado da Venezuela, enfatizou que o problema das divergências entre seus vizinhos é a decisão da Colômbia de autorizar a instalação das bases norte-americanas.
"O problema de fundo não é que Chávez diga que se prepara para a guerra, o problema de fundo é que temos sete bases norte-americanas na Colômbia e isso sim é uma preocupação para toda a região.(...) Tiram o presidente Chávez de todo o contexto para diminui-lo", acrescentou Correa.
Equador e Bolívia se uniram às críticas de Caracas sobre a decisão de Bogotá e viram possibilidade de uma corrida armamentista na região.
As declarações de Correa acontecem no momento em que Quito e Bogotá dão passos importantes para recompor suas relações diplomáticas, rompidas desde março de 2008 por conta de uma incursão do Exército colombiano no território equatoriano para destruir um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
(Por Alexandra Valencia)

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Reuters