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BEIRUTE/WASHINGTON, 23 Ago (Reuters) - Passava um pouco da meia-noite do dia 4 de julho, quando, pelo menos duas dúzias de comandos da U.S. Delta Force chegaram em helicópteros Black Hawk, fortemente armados, em Akrishi, uma pequena cidade perto da cidade síria de Raqqa, na margem do Rio Eufrates.

Antes deles aterrissarem para procurar reféns americanos, incluindo o jornalista James Foley, eles destruíram um alvo crucial: artilharia antiaérea em uma base jihadista, localizada cerca de cinco quilômetros a sudeste da cidade, um reduto de militantes do Estado Islâmico, que buscam construir um monolítico Estado Islâmico.

O relato acima e outros detalhes sobre o ataque surgiram a partir de relatos de testemunhas, que falaram com o membro de um grupo ativista da oposição síria, que se identificou como Abu Ibrahim al Raqaoui. Raqaoui passou essa informação à Reuters durante uma entrevista via Skype de dentro da Síria.

Seu grupo também postou o relato de testemunhas do ataque no Facebook, logo depois que ele aconteceu. Os posts, que foram vistos pela Reuters, já foram apagados.

"O ataque aconteceu pouco depois da meia-noite", disse Raqaoui. "Os helicópteros primeiro destruíram as armas antiaéreas". A Reuters não pode verificar a veracidade do relato.

A Casa Branca divulgou detalhes da incursão na quarta-feira, um dia depois que os jihadistas do Estado Islâmico postaram um vídeo mostrando Foley sendo decapitado. A Casa Branca disse que os comandos não conseguiram encontrar Foley ou outros reféns, e que resolveu fazer o comunicado depois que vários veículos da imprensa dos EUA ficaram sabendo da operação.

A incursão militar dos EUA no coração do território do Estado Islâmico, feita no dia da Independência dos EUA, terminou em decepção, quando os soldados não encontraram os prisioneiros.

(Por Oliver Holmes e Jason Szep)

Reuters