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Soldados japoneses caminham em meio a destroços deixados pelas chuvas em Toho. 07/07/2017 REUTERS/Issei Kato

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Por Issei Kato e Teppei Kasai

ASAKURA, Japão (Reuters) - Milhares de agentes de resgate japoneses faziam buscas em meio a destroços e lama nesta sexta-feira depois de chuvas inesperadas que mataram ao menos 11 pessoas e obrigaram mais de 140 mil a deixar suas casas, e há previsão de mais chuvas e alertas de novos deslizamentos de terra.

Partes de Fukuoka, na ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão, foram atingidas por 600,5 milímetros de chuvas em 48 horas, muito mais do que a precipitação normal de julho, disse a agência meteorológica.

A chuva pesada continuou a cair e se voltou para a parte norte de Kyushu, mas os alertas de emergência de chuva foram suspensos.

Onze pessoas morreram e 14 não puderam ser alcançadas, informaram as autoridades. Mais de 140 mil pessoas foram forçadas a se retirar, menos que as 400 mil do pico das chuvas, e dezenas de milhares mais foram aconselhadas a abandonar seus lares.

"A princípio não estava chovendo tanto assim", contou Sumie Umeyo, moradora de Asakura. "Mas eles falaram de chuvas recordes e começou a chover pesado, depois eles começaram a fechar as ruas. Olhamos para fora e as ruas pareciam rios".

Cerca de 12.300 soldados, policiais e bombeiros enfrentaram a lama e escalaram pilhas de madeira estilhaçada para alcançar várias centenas de pessoas ilhadas por deslizamentos de terra. Grandes seixos e árvores arrancadas do solo se espalhavam pela paisagem.

Fukuoka e a vizinha Oita, a mais atingida pela precipitação, são zonas administrativas majoritariamente rurais, mas os rios também estavam se elevando na cidade de Kitakyushu, que tem uma população de cerca de 950 mil pessoas e que emitiu ordens de retirada para vários bairros.

A chuva foi causada por uma área de pressão baixa sobre o Oceano Pacífico que levou ar úmido e quente para a frente de chuva sazonal do Japão.

Reuters