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Membros de equipes de resgate realizam buscas próximo ao hotel Rigopiano, em Farindola, Itália. 22/01/2017 Soccorso Alpino Speleologico Lazio/Handout via REUTERS

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Por Antonio Denti

PENNE, Itália (Reuters) - Membros de equipes de resgate trabalhavam nas ruínas soterradas de um hotel ao lado de uma montanha no centro da Itália pelo quinto dia nesta segunda-feira, à medida que dúvidas se multiplicavam sobre a resposta inicial às nevascas da semana passada e a avalanche mortal.

Onze pessoas sobreviveram ao desastre de 18 de janeiro no parque nacional Gran Sasso, incluindo quatro crianças que foram retiradas debaixo de toneladas de neve e destroços na sexta-feira. Seis corpos foram recuperados e 23 pessoas ainda estão desaparecidas.

Imagens de vídeos mostram um membro das equipes de resgate passando por um pequeno buraco feito no teto de concreto do Hotel Rigopiano, tentando encontrar outros possíveis sobreviventes.

"Estamos trabalhando com a teoria de que a avalanche não necessariamente atingiu ou destruiu todos os quartos e que ainda não alcançamos o coração da estrutura", disse Luca Cari, porta-voz do corpo de bombeiros italiano.

"Estamos continuando a explorar o interior do prédio na esperança de encontrar alguém vivo, embora não haja certeza disso."

A mídia italiana publicou um e-mail enviado pelo gerente do hotel em 18 de janeiro para diversas autoridades locais, pedindo ajuda para abrir o acesso às estradas para que visitantes pudessem escapar de uma série de poderosos terremotos que atingiram a região.

"Os clientes estão aterrorizados pelos tremores", dizia o e-mail. No entanto, nenhuma ajuda foi enviada antes da avalanche, com autoridades locais dizendo que o limpa-neve mais forte quebrou e que não tinham dinheiro para consertá-lo.

O governo prometeu avaliar seu aparato de resposta à emergências após o desastre. Um tribunal em Pescara, próximo ao local do acidente, abriu uma investigação sobre a tragédia.

Reuters