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Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, discursa durante evento em Istambul 19/03/2017 REUTERS/Murad Sezer

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ANCARA/ISTAMBUL (Reuters) - A Turquia vai revisar todos os laços políticos e administrativos com a União Europeia após um referendo de abril, incluindo um acordo para combater a imigração ilegal, mas manterá relações econômicas com o bloco, disse o presidente Tayyip Erdogan nesta quinta-feira.

Em uma entrevista à emissora CNN Turca, Erdogan afirmou que tudo, "de A a Z", nas relações da Turquia com a Europa será revisto depois do referendo de 16 de abril sobre mudanças constitucionais que estenderiam seus poderes.

Ele também disse que se reunirá "cara a cara" com o novo governo dos Estados Unidos em maio. A relação entre Erdogan e o presidente dos EUA, Donald Trump será acompanhada de perto, com os laços entre os aliados da Otan profundamente tensos.

A Turquia tem se irritado com o apoio dos EUA a uma milícia curda na Síria que vê como um grupo terrorista e pela presença contínua nos Estados Unidos de Fethullah Gulen, o clérigo turco que Ancara acusa de ser o responsável por um golpe fracassado em julho passado, e quer que ele seja extraditado.

Já as relações da Turquia com a União Europeia tornaram-se particularmente amargas depois que a Alemanha e a Holanda cancelaram manifestações de campanha previstas no seu território por autoridades turcas que pretendiam obter apoio para o "sim" no referendo de abril.

Ambos citam preocupações de segurança para decidir pelo cancelamento, mas Erdogan os acusou de usar "métodos nazistas" e atropelar a liberdade de expressão. Ele não fez nenhum pedido de desculpas na quinta-feira pela comparação.

"Vocês ficam perturbados quando dizemos que é fascismo, é nazismo, mas o que vocês estão fazendo se encaixa nessa definição", disse ele.

Erdogan afirmou que os países europeus estavam permitindo eventos para a campanha do "não" enquanto proíbe autoridades turcas de reunir seus partidários. Ele acusou a Alemanha de apoiar o terrorismo e disse que não tinha planos de visitar o país antes do referendo.

(Por Ece Toksabay e Nick Tattersall)

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Reuters