Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

ISTAMBUL (Reuters) - O presidente turco, Tayyip Erdogan, disse neste domingo que os países que prometeram retomar o suprimento de armas para os combatentes curdos do YPG no norte da Síria estavam tentando enganá-lo e que eventualmente perceberiam seu erro.

Ancara ficou furiosa com a decisão dos Estados Unidos no mês passado de armar o YPG, que Washington vê como um aliado essencial na batalha contra o Estado Islâmico em sua fortaleza síria na cidade de Raqqa, mas que a Turquia condena como uma extensão do PKK curdo.

O PKK, considerado um grupo terrorista pelos Estados Unidos, União Europeia e Turquia, vem fomentado a insurgência no sudeste da Turquia desde os anos 1980.

Fontes do ministério da defesa turco disseram na quinta-feira que os Estados Unidos prometeram retomar as armas fornecidas ao YPG depois que o Estado Islâmico fosse derrotado.

No entanto, Erdogan parece ter rejeitado essas garantias, dizendo que os amigos e aliados da Turquia estão cooperando com terroristas.

“Aqueles que acham que estão enganando a Turquia ao dizer que vão retomar as armas que estão sendo concedidas a esta organização terrorista eventualmente perceberão que estão cometendo um erro”, ele disse, falando a membros de seu partido AK, em um discurso que marcou o início do feriado islâmico Eid.

“Mas será tarde demais para eles”, ele acrescentou, dizendo que se a violência se refletir na fronteira síria com a Turquia, Ancara responsabilizará qualquer um que tiver fornecido armas para o YPG. 

“Nós faremos com que os reais proprietários destas armas ... paguem por qualquer bala que seja disparada contra nosso país, por toda gota de sangue for derramada”, ele disse.  

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu armar os combatentes do YPG, que formam a principal parte da força apoiada pelos EUA para lutar contra o Estado Islâmico em Raqqa, apesar de protestos da Otan, aliada de Ancara, e de um apelo direto de Erdogan em uma reunião na Casa Branca no mês passado.  

Erdogan disse que a decisão violou a estrutura de cooperação da aliança militar.

Enfrentando tumultos em sua fronteira sul, a Turquia enviou tropas ano passado para apoiar rebeldes sírios que lutavam tanto contra o Estado Islâmico quanto contra as forças curdas que controlam grande parte da fronteira norte da Síria.

“Eu quero que o mundo todo saiba que no norte da Síria, em nossa fronteira, jamais permitiremos que um estado terrorista se estabeleça”, disse Erdogan.

(Por Omer Berberoglu)

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

Reuters