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Escolhida de Donald Trump para embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, participa de audiência no Senado. 18/01/2017. REUTERS/Carlos Barria

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Por Patricia Zengerle e Arshad Mohammed

WASHINGTON (Reuters) - A escolhida de Donald Trump para embaixadora dos Estados Unidos na ONU fez coro às críticas dele a respeito da organização e prometeu pressionar por reformas, mas na audiência para confirmação nesta quarta-feira se distanciou do presidente eleito em alguns temas de relações externas, incluindo a Rússia.

Nikki Haley, uma estrela ascendente no Partido Republicano, foi questionada por alguns integrantes do Comitê de Relações Exteriores do Senado sobre a sua falta de experiência diplomática. Ela, que completa 45 anos na sexta-feira, quando Trump assumir o poder, é governadora da Carolina do Sul desde 2011.

Ela apoiou as críticas sobre a Organização das Nações Unidas feitas por Trump e por muitos republicanos, especialmente pelo que ela chamou de “preconceito” contra Israel.

Alguns parlamentares republicanos querem interromper a transferência de fundos norte-americanos para a ONU por causa da decisão do Conselho de Segurança no mês passado exigindo que a construção de assentamentos termine, resolução que os EUA não quiseram vetar e sobre a qual se abstiveram.

Ela disse que não gosta de abstenções e não iria se abster em votações da ONU.

Depois da votação sobre Israel, Trump classificou pelo Twitter a organização internacional de 193 integrantes de “apenas um clube para as pessoas se reunirem, conversarem e se divertirem. Tão triste!”. Ele disse que as “coisas serão diferentes” depois que ele assumir o poder, sem entrar em detalhes.

Nikki Haley disse que Washington deve sempre apoiar Israel. “Se sempre ficarmos com eles, mais países vão querer ser nossos aliados”, afirmou.

A expectativa é que ela seja aprovada pelo Senado. No final da sessão, o senador Bob Corker, republicano presidente do comitê, disse esperar uma aprovação “esmagadora”.

Ela várias vezes questionou a quantidade de dinheiro que Washington dá para a organização e exigiu reformas, mas disse não apoiar cortes extremos.

Os EUA são responsáveis por 22 por cento do orçamento da ONU.

"O povo norte-americano vê o tratamento ruim da ONU com Israel, o seu fracasso em impedir a ameaça nuclear norte-coreana, o seu desperdício e corrupção, e ele está cansado”, afirmou.

Contudo, ela elogiou os programas de alimentos da ONU, os esforços contra a Aids, o monitoramento de armas e algumas missões de paz, mostrando assim diferenças em relação a Trump.

Ela também se distanciou dos elogios de Trump ao presidente russo, Vladimir Putin. A governadora disse que considera ações da Rússia na Síria, como o bombardeio de hospitais, “crimes de guerra”, condenou a anexação da Crimeia pelos russos e declarou que seria contra o alívio de sanções sem mudanças da parte de Moscou.

"Eu acho que a Rússia precisa ter atitudes positivas antes da suspensão de sanções”, afirmou.

Nikki Haley não defendeu recuos em relação ao acordo nuclear com o Irã, que é a apoiado pela ONU, mas disse que ele precisava ser reavaliado.

Reuters