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Nikki Haley durante evento em Washington. 18/11/2016 REUTERS/Gary Cameron

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BRASÍLIA (Reuters) - A escolhida de Donald Trump para embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas vai repetir as críticas do presidente eleito ao tratamento da ONU quanto a Israel durante audiência de confirmação no Senado nesta quarta-feira, embora também vá oferecer elogios à uma entidade que Trump tem desacreditado. 

Nikki Haley, uma estrela em ascensão no Partido Republicano, vai enfrentar duros questionamentos do Comitê de Relações Exteriores do Senado sobre sua falta de experiência em política externa e no governo federal. Nikki, que fará 45 anos na sexta-feira, quando Trump tomar posse, é governadora da Carolina do Sul desde 2011.

Em um discurso preparado visto pela Reuters, Nikki apoia críticas feitas por Trump e muitos republicanos e até alguns democratas sobre o tratamento da ONU dispensado a Israel, especialmente uma resolução do Conselho de Segurança no mês passado que exige o fim da construção de assentamentos israelenses. 

“A aprovação no mês passado da Resolução da ONU 2334 foi um erro terrível, tornando um acordo de paz entre israelenses e palestinos mais difícil de alcançar”, diz ela nos comentários preparados. 

Os Estados Unidos se recusaram a vetar a resolução, uma medida que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descreveu como “vergonhosa.” Após a votação de 23 de dezembro, Trump foi ao Twitter para criticar o órgão composto por 193 países, alertando que “as coisas serão diferentes” na ONU após ele assumir a Presidência dos EUA, embora não tenha dado detalhes. 

Alguns dias depois, Trump tuitou: “As Nações Unidas têm um grande potencial, mas agora são apenas um clube para pessoas se reunirem, conversarem e se divertirem. Tão triste!”.

Prometendo trabalhar com o Congresso para pressionar por reformas na organização, Nikki disse: “O povo americano enxerga o mau tratamento da ONU contra Israel, seu fracasso em evitar a ameaça nuclear norte-coreana, seu desperdício e corrupção, e está farto”.

Mas ela elogia alguns trabalhos da ONU, inclusive programas humanitários que ajudam milhões de pessoas, monitoramento de armas e algumas de suas missões de paz — se distanciando do tom geralmente crítico dispensado por Trump.

Alguns parlamentares que se encontraram com Nikki também disseram que seus comentários em reuniões privadas diferiam de algumas posições de Trump, tais como dos elogios feitos pelo presidente eleito ao presidente russo, Vladimir Putin, e do questionamento sobre a aliança militar Otan.

(Reportagem adicional de Michelle Nichols, na ONU)

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