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Cientistas e controladores de missão da Agência Espacial Europeia, em Darmstadt. 06/08/2014 REUTERS/Kai Pfaffenbach

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Por Maria Sheahan

FRANKFURT (Reuters) - A espaçonave europeia Rosetta tornou-se a primeira na história a alcançar um cometa, nesta quarta-feira, estabelecendo um marco para a missão com uma década de duração que cientistas esperam que ajudará a desvendar alguns dos segredos do sistema solar.

Rosetta, lançada pela Agência Espacial Europeia em 2004, acompanhará o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko em sua viagem ao redor do Sol, e levará até ele uma sonda de exploração, em uma manobra sem precedentes. 

Cientista estão agora em um cronograma apertado para obter informações suficientes sobre o cometa utilizando dados da Rosetta, a fim de pousar a sonda nele em novembro. 

“Sabemos qual é o formato do cometa. Mas ainda não medimos sua gravidade, não sabemos ainda onde está o centro da massa”, disse o diretor de voo da Rosetta, Andrea Accomazzo, à Reuters, antes da manobra. 

Ao se aproximar do 67P/Churyumov-Gerasimenko neste ano, a Rosetta tirou fotos revelando que o cometa não tem a forma, como era presumido, de uma bola de futebol americano, mas sim de dois segmentos conectados por um “pescoço”, que dão a ele uma forma assimétrica que se assemelha a um pato. 

Cientistas esperam que os dados que a sonda coletar na superfície do cometa os permitam observar o tipo de cápsula espacial astronômica que preserva há milhões de anos provas sobre como o mundo parecia quando nosso sistema solar nasceu. 

Levou 10 anos, cinco meses e quatro dias para a Rosetta alcançar o cometa, uma rocha com três a cinco quilômetros descoberta em 1969. Em sua viagem, a espaçonave deu a volta no sol em um amplo curso espiral, passando pela Terra e por Marte para ganhar velocidade e ajustar sua trajetória.

A missão representa diversos marcos, incluindo a primeira vez que uma espaçonave orbita um cometa em vez de apenas ultrapassá-lo para tirar fotos, e a primeira vez que uma sonda é colocada sobre um cometa. 

Por a viagem ser tão longa e ter levado a Rosetta tão distante dos raios solares, a espaçonave foi colocada em estado de hibernação por 31 meses, e acordada no começo deste ano. 

Há pouca flexibilidade no cronograma da Rosetta neste ano. O cometa ainda está viajando dentro do sistema solar a quase 55 mil quilômetros por hora, e quanto mais perto chega do Sol, mais ativo irá se tornar, emitindo gases que podem tornar difícil prever a trajetória da Rosetta e de sua sonda.

Reuters