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Forças de segurança da Catalunha na avenida Las Ramblas, onde uma van atropelou pedestres, em Barcelona 18/08/2017 REUTERS/Sergio Perez

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Por Angus Berwick e Julien Toyer

BARCELONA (Reuters) - Uma força policial regional da Espanha pode ter perdido a oportunidade de descobrir um complô de militantes antes do ataque fatal cometido na semana passada em Barcelona devido a erros processuais e falta de comunicação entre investigadores, disseram duas fontes da polícia e dois indivíduos a par da investigação.

Os erros e a falha de comunicação se centraram em uma grande explosão ocorrida em 16 de agosto, na véspera do ataque, em uma casa onde supostos militantes islâmicos fabricavam explosivos, disseram as fontes.

Durante várias horas a polícia da Catalunha não relacionou a explosão à militância, e por isso nenhum alerta público foi emitido, até que um cúmplice lançou uma van sobre uma multidão em Barcelona, matando 13 pessoas no atentando mais letal realizado na Espanha em mais de uma década.

A polícia catalã, conhecida como Mossos d'Esquadra, também demorou 10 horas para enviar especialistas em bombas ao local da explosão, que aconteceu em uma cidade cerca de 200 quilômetros a sudoeste de Barcelona, a capital da região, atrasando a descoberta da célula de militantes, acrescentaram as fontes.

Estas não quiseram se identificar devido à sensibilidade do assunto ou porque não tinham autorização para falar à imprensa.

Uma fonte judicial disse que, como parte da investigação sobre os ataques, a polícia irá verificar se a falta de coordenação ou de compartilhamento de informação contribuiu para o atraso na descoberta dos laços entre a militância e a explosão.

A fonte disse que a polícia precisa finalizar a investigação antes de tirar qualquer conclusão sobre possíveis erros.

O chefe da Mossos, Josep Lluis Trapero, disse a repórteres na segunda-feira que é injusto criticar sua força retrospectivamente.

"Agora, com toda a informação que temos, sim, é mais fácil fazer a ligação, mas isso é jogar sujo e engana as pessoas", afirmou Trapero a jornalistas.

Em resposta a perguntas da Reuters sobre a maneira como a força lidou com o atentado, um porta-voz da Mossos se recusou a comentar e fez referência aos comentários de Trapero na coletiva.

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Reuters