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Confronto entre membros de protesto de supremacistas brancos e grupo de manifestantes de oposição em Charlottesville, nos Estados Unidos 12/08/2017 REUTERS/Joshua Roberts

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Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - Especialistas de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram aos Estados Unidos nesta quarta-feira que combatam a violência racial e a xenofobia crescentes no país e processem aqueles que cometem crimes de ódio.

Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu em dizer que extremistas de direita e de esquerda apelaram à violência durante uma manifestação realizada no fim de semana por nacionalistas brancos na Virgínia, ressuscitando um debate político a respeito das relações raciais no país e de sua própria liderança diante de uma crise nacional.

Depois dos confrontos entre os dois lados no sábado, um homem atropelou manifestantes opositores, matando uma mulher e ferindo 19 pessoas. James Fields, jovem de 20 anos do Ohio que dirigia o carro e supostamente teria simpatia pelo nazismo, foi acusado de assassinato.

"Estamos ultrajados com a violência em Charlottesville e com o ódio racial exibido por extremistas da direita, supremacistas brancos e grupos neonazistas", disseram especialistas independentes da ONU em um comunicado conjunto emitido em Genebra.

"Pedimos o processo e a punição adequada a todos os perpetradores e o pronto estabelecimento de uma investigação independente dos eventos... atos de ódio e discursos de ódio racista devem ser condenados inequivocamente. Crimes de ódio devem ser investigados, e os perpetradores processados".

Os acontecimentos na Virgínia foram os "exemplos mais recentes" de racismo, discriminação racial, afrofobia, violência racista e xenofobia crescentes "observados em manifestações nos EUA", afirmaram os especialistas da ONU.

Incidentes recentes na Califórnia, Oregon, Nova Orleans e Kentucky demonstraram "a disseminação geográfica do problema", acrescentaram.

O comunicado foi divulgado por Sabelo Gumedze, presidente do grupo de trabalho de especialistas da ONU sobre povos de ascendência africana, Mutuma Ruteere, relator especial da ONU sobre formas contemporâneas de racismo e Anastasia Crickley, presidente do Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial.

Na segunda-feira, uma comissão de direitos humanos da ONU exortou os EUA a acabarem com a detenção generalizada de candidatos a imigrantes, incluindo postulantes a asilo, dizendo que a prática vem "crescendo exponencialmente" e que viola a lei internacional.

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Reuters