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Por Luke Baker

JERUSALÉM (Reuters) - Especialistas de inteligência de Israel estão extremamente temerosos de que o fato de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter compartilhado informações confidenciais com a Rússia possa ter comprometido um agente israelense, mas não acreditam em consequências de longo prazo para a cooperação de inteligência.

Trump confirmou pelo Twitter que, durante uma reunião ocorrida na Casa Branca na semana passada com o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, compartilhou informações relacionadas a um possível plano de ataque do Estado Islâmico em aviões envolvendo uma bomba escondida em um laptop.

O jornal New York Times, citando um ex-funcionário dos EUA e uma autoridade atual, disse na terça-feira que a informação divulgada por Trump partiu de um agente de inteligência israelense situado em um território da Síria dominado pelo Estado Islâmico.

Autoridades de Israel não quiseram confirmar se o país foi a fonte da informação que Trump compartilhou, mas se apressaram em dizer que a coordenação de contraterrorismo com os EUA é intensa.

"O relacionamento de segurança entre Israel e nosso maior aliado, os Estados Unidos, é profundo, significativo e inédito em volume", afirmou o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, no Twitter, comentários que foram ecoados pelo ministro da Inteligência.

Ron Dermer, embaixador de Israel em Washington, emitiu um comunicado semelhante, dizendo: "Israel tem plena confiança em nossa relação de compartilhamento de inteligência com os Estados Unidos e almeja aprofundar essa relação nos próximos anos com o presidente Trump".

Os especialistas de inteligência israelenses disseram que não podem confirmar se um agente de seu país foi a fonte, mas disseram que Israel desenvolveu uma rede profunda de inteligência humana e de comunicações por toda a região e que é plausível que tenha conseguido se infiltrar no Estado Islâmico durante essa empreitada de longa duração.

"As agências de inteligência israelenses demonstraram que podem ter esses recursos humanos", disse Aviv Oreg, ex-diretor do escritório a cargo da Al Qaeda e da jihad global do departamento de inteligência militar do Exército que hoje administra uma consultoria de contraterrorismo.

"Custaria muito colocar alguém dentro do Estado Islâmico. Se existe um agente, tenho certeza de que é o único. Se realmente tivermos perdido uma fonte humana lá, é uma grande perda e levaria anos para recriar outra", disse.

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Reuters