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Familiares de uma das vítimas de ataque em boate Reina, em Istambul, durante o funeral. 02/01/2017REUTERS/Umit Bektas

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CAIRO (Reuters) - O Estado Islâmico assumiu, nesta segunda-feira, responsabilidade por um atentado na virada do Ano Novo em uma boate lotada de Istambul, quando um solitário homem armado, ainda foragido, matou 39 pessoas. 

O grupo jihadista fez a reivindicação em um comunicado em um de seus canais de comunicação no aplicativo de mensagens Telegram, um método já utilizado no passado. Autoridades turcas não fizeram comentários de imediato sobre a informação. 

“Em continuação às operações abençoadas que o Estado Islâmico está conduzindo contra o protetor da cruz, a Turquia, um heróico soldado do califado atacou um dos clubes noturnos mais famosos onde os cristãos celebram seu feriado apóstata”, disse o comunicado. 

A Turquia, membro da aliança militar Otan, faz parte de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico, e lançou uma incursão na Síria em agosto para expulsar os militantes radicais islâmicos de suas fronteiras.

As autoridades acreditam que o agressor possa ser de uma nação centro-asiática, suspeito de ter laços com o Estado Islâmico, segundo o jornal turco Hurriyet. A polícia distribuiu uma foto em preto e branco de baixa resolução do suposto agressor, tirada de uma câmera de segurança.

O ataque a tiros na boate Reina, às margens do Bósforo, abalou a Turquia em um momento no qual o país tenta se recuperar de uma fracassada tentativa de golpe de Estado, em julho, e uma série de atentados a bomba em cidades como Istambul e a capital Ancara, alguns atribuídos ao Estado Islâmico e outros a militantes curdos. 

Algumas pessoas pularam para dentro do Bósforo para se salvar após o atirador ter começado a atirar aleatoriamente, cerca de uma hora depois do Ano Novo. Testemunhas descreveram terem buscado abrigo debaixo de mesas, à medida que o atirador disparava seu fuzil automático. 

Cidadãos de Arábia Saudita, Marrocos, Líbano, Líbia, Israel, Índia, um cidadão turco-belga e uma mulher franco-tunisiana estavam entre os mortos, segundo autoridades. O jornal saudita al-Riyadh informou que cinco dos mortos eram sauditas.

Os serviços de segurança estão em alerta por toda a Europa para as celebrações de Ano Novo após ataque contra um mercado de natal em Berlim ter deixado 12 pessoas mortas. Há apenas alguns dias, uma mensagem online de um grupo pró-Estado Islâmico pediu que ataques sejam realizados por “lobos solitários” em “celebrações, reuniões e boates.”

(Por Ahmed Aboulenein e Ahmed Tolba)

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