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CAIRO/QUETTA, Paquistão (Reuters) - O Estado Islâmico matou dois professores chineses sequestrados no Paquistão no mês passado, informou a agência de notícias do grupo militante, a Amaq, nesta quinta-feira, representando um grande revés para os esforços de Islamabad de garantir a segurança de trabalhadores chineses.

O Ministério do Exterior da China disse estar "gravemente preocupado" sobre os relatos, e afirmou estar trabalhando para verificar a informação.

Homens armados que fingiam ser policiais sequestraram dois professores de idioma na capital da província de Baluchistan, Quetta, em 24 de maio. O sequestro foi um raro incidente envolvendo chineses no Paquistão, onde Pequim comprometeu investimentos na ordem de 57 bilhões de dólares.

"Combatentes do Estado Islâmico mataram dois chineses que mantinham sob custódia na província de Baluchistan, sudeste do Paquistão", disse Amaq.

Um porta-voz do governo de Baluchistan disse que autoridades estavam no processo de confirmar a informação.

O Estado Islâmico, que controla algum território no vizinho Afeganistão, tem tido dificuldades para estabelecer uma presença firme no Paquistão. No entanto, o grupo extreminsta reivindicou diversos ataques no país, incluindo um que deixou 25 mortos no mês passado em Baluchistan.

(Por Ali Abdelaty no Cairo e Gul Yousufzai em Quetta; reportagem adicional de Ben Blanchard em Pequim)

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